Cidades
CONSELHOS FISCALIZAM MATERNIDADE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
Comissão questionará Sesau sobre motivo de maternidade do Hospital da Mulher ainda funcionar no local
Após várias denúncias de violência obstétrica e descaso contra a Maternidade Nossa Senhora de Fátima, em Maceió, os Conselhos Regional de Medicina (Cremal), de Enfermagem (Coren/AL) e Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDDH) fizeram ontem uma visita de inspeção para apurar as condições estruturais da unidade de saúde.
De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, Magno Alexandre Moura, foram observadas as escalas dos profissionais e a estrutura do local. “As questões do aspecto físico e de objetos que guarnecem a maternidade precisam ser trocados ou reparados porque favorecem a proliferação de fungos, bactérias, ou seja, de infecções”, disse Magno Alexandre.
A comitiva pretende fazer questionamentos à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a exemplo do motivo da maternidade do Hospital da Mulher ainda estar funcionando na localidade. Além disso, um relatório com as irregularidades encontradas na estrutura devem ser enviados à Sesau.
“Observamos os aspectos físicos que precisam melhorar. Com isso, faremos algumas recomendações para a Sesau. Estamos buscando um parto mais humano, uma preocupação maior com o outro”, completou o presidente do CEDDH. No local, apesar das denúncias anteriores, a comitiva não encontrou relatos de irregularidades. “O relatório será feito pelos Conselhos de Medicina e de Enfermagem, sendo direcionado para o Conselho de Direitos Humanos e, assim, sendo necessário, encaminhado ao Ministério Público do Estado, para que as medidas sejam adotadas”, informou.
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