Combustíveis
PREÇO DA GASOLINA SOBE MAIS UMA VEZ E PODE CHEGAR A R$ 7
Em relação ao preço médio da gasolina comum, em Alagoas é de R$ 6,558, mas pode ultrapassar os R$ 7 de acordo com pesquisa ANP
Pela quinta semana consecutiva foi anunciado novo aumento nos valores do combustível – agora de 2,6% - fazendo com que a gasolina se aproxime de R$ 8 o litro na maioria dos estados brasileiros, dentre eles Alagoas, que já vende perto de R$ 7. Há quinze dias, o preço médio da gasolina passou de R$ 6,562 para R$ 6,710, uma alta de 2,25%.
Pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizada no período de 31 de outubro a 6 de novembro mostrou que o preço máximo do litro da gasolina comum em Maceió chegava ao máximo de R$ 6,799 após levantamento feito em 24 postos. Em Arapiraca, foi de até R$ 6,899 (12 postos analisados) e em Delmiro Gouveia perto de R$ 7,198 (sete postos pesquisados).
Em relação ao preço médio da gasolina comum, em Alagoas é de R$ 6,558, mas pode chegar a R$ 7,198 de acordo com pesquisa ANP. “Essas variações confundem um pouco, mas devem-se a instabilidade mundial mesmo. É uma questão que não está acontecendo somente aqui”, explica Jarlan Marques, proprietário de posto de combustíveis no Graciliano Ramos, parte alta da capital.
O empresário afirma que no seu posto o preço à vista da gasolina comum está em R$ 6,59, mas caso o consumidor queira passar no cartão de crédito pode ultrapassar R$ 7 o litro. “Apesar dessas variações não houve queda da procura nos postos e a tendência é aumentar ainda mais a procura a partir de agora com a retomada da economia”, explica Jarlan Marques.
Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis/AL) declara que não tem como precisar cenários de reajustes nos combustíveis, uma vez que o mercado é livre em todas as etapas da cadeia (produção, distribuição e revenda), cabendo a cada um desses agentes determinar os reajustes com base em suas estruturas de custos, individualmente.
“Desta forma, o sindicato não opina em questões relacionadas a reajustes dos preços dos combustíveis, já que a decisão do preço final é uma questão individual do mercado", finaliza.
A escalada de preços dos combustíveis, situação que gera revolta e críticas provocou o convite pelo Senado para que o ministro de Minas e Energia e o presidente da Petrobras prestem esclarecimento sobre a variação.
Na terça-feira (9), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o convite para que o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, expliquem ao colegiado a política de preço dos combustíveis no país.
Em entrevista à imprensa, o autor do requerimento - senador Otto Alencar (PSD-BA) - destaca que em 2021 a estatal aumentou os preços da gasolina 11 vezes, e do diesel, nove vezes.