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Esgoto invade trecho da Rua Augusta e causa transtorno a pedestres e vendedores

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Uma poça de água suja, oriunda de esgoto, causou transtornos para os comerciantes e transeuntes que passaram ontem pela Rua Augusta, no Centro, conhecida como Rua das Árvores. Segundo eles, o problema chegava ontem ao segundo dia. O acúmulo d?água se estendia por um trecho do segundo quarteirão, em frente ao número 261, invadindo a calçada e o próprio leito da via. Quem passava não escondia o transtorno causado pela água mal cheirosa. O ambulante Miguel Servino da Silva tinha seu tabuleiro praticamente no meio da poça. Ele estimava que o problema era causado por uma fossa estourada na região. ?De manhã, a gente mesmo usou umas vassouras para tentar retirar a água, mas não deu jeito?, contava, sem conseguir fazer ninguém parar para comprar as frutas que vendia. Além do dele, havia mais sete tabuleiros vizinhos atingidos pelo mesmo problema. A comerciante Uda Torres, responsável por uma loja defronte da poça, informou tratar-se de uma galeria entupida naquele trecho da rua. O mau cheiro era apenas um dos transtornos: ?Quando os carros passam espalham a água suja e que chega a respingar em quem vai passando. Todo mundo reclama?, relatou. Segundo ela, os comerciantes reclamaram à Casal na segunda-feira, quando o problema começou e novamente ontem. Informaram na companhia que os reparos seriam realizados ontem, mas somente à noite: ?Disseram que não podiam fazer de dia, por causa do trânsito?. Uda reclamou, porém, de outros pontos da rua e de artérias vizinhas, como a Barão de Alagoas, que apresentavam problemas semelhantes. ?Sempre que eu venho trabalhar, passo por lá e quase sempre há uma poça de água suja?, contou. O chefe de fiscalização da Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), Galvaci de Assis, informou que os funcionários do órgão estão presentes durante todo o dia na Rua Augusta, impedindo que novos ambulantes montem barracas na área. Segundo ele, o problema das chuvas trouxe alguns contratempos para os barraqueiros que acabam vendendo suas frutas em meio às poças de lama. ?Porém, este tipo de fiscalização, que avalia como as frutas estão sendo comercializadas e como estão sendo acondicionadas, fica a critério da Vigilância Sanitária?, frisou ele. Galvaci informou ainda que todos os ambulantes que trabalham na Rua Augusta estão cadastrados junto a Prefeitura. Segundo ele, hoje, o contingente é de 26 vendedores de frutas que se encontram instalados em pontos específicos da via pública e com uma carteira de identificação para cada um deles. ?Os vendedores trabalham usando carrinhos de mão para que o fluxo de pedestres não seja interrompido. Por este motivo, barracas não foram construídas no local?, destacou ele.

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