Cidades
Policiais negam envolvimento com pistolagem
GILVAN FERREIRA Três dos noves acusados de participação na quadrilha responsável pela ?guerra? interna na Polícia Civil e de envolvimento em crimes de pistolagem, foram ouvidos, ontem, pelo juiz da 1ª Varal Criminal, Daniel Accioly. Vanilo Lima da Silva, Ivanildo Pereira da Silva, o ?Bitelo?, e o ex-PM Josué Teixeira da Silva negaram participação nas ações da quadrilha, suspeita de praticar vários crimes em Alagoas. Os três acusados também negaram envolvimento na morte do policial civil Valter Santana, que teria sido assassinado por desentendimento com um dos líderes do grupo criminoso: o policial civil Robson Rui, também preso. Na última terça-feira, em depoimento ao juiz Daniel Acioly, um dos integrantes da qua-drilha, Walkmar dos Santos, declarou que a morte do policial civil Valter Santana aconteceu por uma briga pela partilha de R$ 300 mil, que teriam sido supostamente pagos à quadrilha pelo ex-governador Manoel Gomes de Barros, pela morte da deputada federal Ceci Cunha, em dezembro de 1998. Walkmar dos Santos, que trabalhava como segurança e motorista do bicheiro Plínio Batista ? também acusado de ser um dos líderes da quadrilha ? garantiu que a morte da deputada Ceci Cunha teve a participação dos policiais civis Valter Santana, Robson Rui e Sinvaldo Feitosa e do policial militar conhecido como Fininho. Depois do assassinato da deputada federal Ceci Cunha e de três parentes dela, Valter Dias e Robson Rui teriam começado a ?brigar? pela divisão do dinheiro. Walkmar revelou que Valter Santana foi assassinado por Robson Rui. Segundo o promotor Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, outros três integrantes da quadrilha ? Vanilo Lima, Ivanildo Pereira e Josué Teixeira ? participaram da morte do policial Santana. ?Temos provas da participação dos três acusados na morte de Valter Santana?, garantiu o promotor. Os acusados afirmaram que no dia e no horário do crime estavam trabalhando. Eles também negaram qualquer envolvimento com a ?guerra? entre policiais civis. Falta uma A advogada Cláudia Pontes, uma das nove acusadas de envolvimento com a quadrilha, continua foragida. O juiz Daniel Accioly disse que iria manter o pedido de prisão preventiva e faria sua citação, por meio do Diário Oficial. A polícia recebeu a informação de que a advogada Cláudia Pontes estaria ?hospedada? na residência de um deputado estadual, supostamente, envolvido com um grupo criminoso.