Cidades
Sem-teto fazem protesto por casas na Caixa
FÁBIA ASSUMPÇÃO Cerca de 150 moradores da cidade de lona, localizada no Conjunto Eustáquio Gomes de Mello, ocuparam ontem, por mais de três horas, o prédio da superintendência da Caixa Econômica Federal, no Farol, para marcar o Dia Nacional de Mobilização pela Moradia Popular. A mobilização, que aconteceu em todo o País, foi organizada pelos movimentos pela moradia para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o Projeto de Lei 2.710/92, que cria o Fundo Nacional de Moradia Popular e o Conselho Nacional de Habitação. Cerca de 15 policiais militares, armados com metralhadoras, fizeram a segurança do prédio durante a manifestação. Os sem-teto deixaram o prédio por volta das 12h30, depois de uma reunião entre as lideranças da Central de Movimentos Populares em Alagoas (CPM) e a União Nacional de Moradia Popular (UMMP) com o superintendente da Caixa em Alagoas, Edmilson Soares. Na reunião, acompanhada pelo coordenador do Centro de Gerenciamento de Crises da PMAL, tenente-coronel Adilson Bispo, foi discutida uma pauta de reivindicações com 11 itens. Ela inclui a aprovação do Fundo Nacional de Moradia; a construção de 800 casas populares para os moradores da ?Cidade de Lona?, no Eustáquio; a liberação do Programa de Subsídio para Habitação de Interesse Social (PSH); pesquisa da situação habitacional na cidade de Maceió e construção de casas em regime de mutirão. Fundo O projeto de criação do Fundo Nacional de Moradia Popular teve origem numa Iniciativa Popular dos Movimentos de moradia: União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Movimento Nacional de Luta por Moradia, Central de Movimentos Populares e Confederação Nacional da Associação de Moradores (Conam). A coordenadora estadual da UNMP, Evanilda Maria da Silva, explicou que as lideranças do movimento pela moradia definiram o dia 12 de maio para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto de criação do Fundo. ?Os quem não puderam estar em Brasília, estão fazendo essas mobilizações nos seus estados?. O prédio da Caixa Econômica Federal foi escolhido para a manifestação, já que o agente é o organismo do governo federal que cuida do sistema habitacional. ?O que queremos é uma moradia digna, que não se resuma apenas à construção de casa, mas tenha saneamento básico, escolas, postos de saúde, água e energia?, observou Evanilda.