Cidades
Greve suspende circula��o de �nibus por 10h
FÁBIA ASSUMPÇÃO Cerca de 150 motoristas e cobradores da empresa de ônibus Atlântica fizeram, ontem, uma paralisação para protestar contra o atraso no pagamento dos salários de abril. A paralisação começou, às 3h30 da madrugada, e tirou de circulação mais de 50 ônibus que fazem as linhas Ipioca, Cruz das Almas/Mercado, Cruz das Alma/Trapiche, Mirante Vergel e algumas para os municípios da zona da mata e litoral norte do Estado. A greve dos motoristas da Atlântica só não prejudicou os passageiros dessas regiões, porque outras empresas, como a Real Alagoas e a Piedade, operam linhas nesses trajetos. Os profissionais da empresa só desistiram da paralisação após negociação intermediada pela SMTT que extraiu dos empresários a promessa da elaboração de um calendário fixo de pagamento e melhoria nas condições de trabalho. Às 13h, os ônibus voltaram a circular. Além do atraso nos salários, que começaram a ser liberados na noite anterior à greve, motoristas e cobradores reclamavam de alguns abusos cometidos pela empresa com a cobrança de R$ 1.700 aos motoristas em casos de cortes nos pneus e de R$ 100 no caso de perfuração por um prego. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (Sinttro), Divanildo Ramos, explicou que a empresa coloca no cheque-salário dos trabalhadores o desconto dos salários como se fosse um vale-empréstimo. Divanildo denunciou ainda que os cobradores estão sendo punidos com descontos de até R$ 100 nos salários quando algum passageiro não paga a passagem, como é o caso de policiais ou crianças que passam por debaixo da catraca. O advogado da Atlântica, Ricardo Wanderley, informou que os salários dos funcionários da empresa começaram a ser liberados na noite anterior à paralisação. Segundo o advogado, outras questões pontuais - como o não pagamento de horas-extras e os descontos nos salários - estavam sendo negociados pela empresa. ?Nunca houve resistência da empresa em debater essas questões?.