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INQUÉRITO APONTA MÃE, PADRASTO E CUNHADO POR ASSASSINATO DE RHANIEL

Três suspeitos foram presos pelo crime; criança foi encontrada com sinais de violência sexual no Clima Bom

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Imagem ilustrativa da imagem INQUÉRITO APONTA MÃE, PADRASTO E CUNHADO POR ASSASSINATO DE RHANIEL
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Após dois meses e 14 dias de investigação do assassinato do menino Rhaniel Pedro Laurentino, a Polícia Civil concluiu o inquérito, em que aponta a mãe da criança, o padrasto e o irmão do padrasto como os autores do crime. Os três estão presos e a Polícia Civil acredita que Rhaniel tenha sido espancado e morto após conflito dentro de casa.

A informação foi confirmada na manhã de ontem na sede da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), no Centro de Maceió, pelos delegados Bruno Emílio e Ronilson Medeiros. “Eles estavam sob o efeito de álcool e drogas quando o crime aconteceu. A motivação só com uma confissão, porém, temos o histórico dos conflitos na casa. O que se sabe é que ele apanhava e reclamava do uso de drogas e do padastro. A motivação que se imagina foi o desdobramento de alguma situação dessa”, disse Ronilson.

Ana Patrícia Laurentino dos Santos, de 37 anos, mãe de Rhaniel, e Wagner Oliveira, de 25 anos, irmão do padrasto, foram presos na sexta-feira (19). O padrasto de Rhaniel, Vitor Oliveira, de 28 anos, está preso desde junho, acusado de estupro contra uma adolescente de 12 anos, que seria prima do menino. No dia em que foi presa, Ana Patrícia assinou os papéis do casamento com Victor Oliveira. O delegado Bruno Emílio disse que as linhas de investigação foram diversas.

“A mãe tinha a credibilidade de genitora, porém, tinha diversos conflitos familiares, e a polícia seguiu - de início - as indicações da mãe. Por vezes, ela foi à imprensa fazendo vídeos, defendendo o padrasto. Os três foram presos e são considerados os autores desse crime bárbaro”, reforçou o delegado.

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Na madrugada do dia 13 de maio, quando o corpo teria sido desovado, a mãe e o padastro estavam com o secretário de Segurança em Pernambuco, na casa do pai da criança. A partir disso, a polícia passou a investigar a participação de um terceiro envolvido. Assim, a investigação chegou a Wagner. Tudo indica que Rhaniel tenha sido morto na madrugada de 12 de maio.

“Dias depois, encontramos 78 pesquisas de cunho pornográfico envolvendo adolescentes e idosos e 48 referentes a homicídios no celular da mãe. Isso já demonstra uma predisposição para esse tipo de crime. A mãe teria acobertado tudo e ajudado a ocultar o corpo, mas maiores detalhes do envolvimento só serão possíveis com uma confissão. Existem relatos de que ela já espancou o menino antes, a criança reclamava de diversas situações, e há históricos dessa relação conflituosa em casa”, disse ainda o delegado Bruno Emílio.

HOMENAGEM

Antes do primeiro jogo da final do Campeonato Alagoano 2021 contra o CRB, o CSA prestou homenagem ao menino Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, que era um “torcedor fervoroso” do time marujo.

Nesse dia, a bola de futebol foi dada à própria mãe, Ana Patrícia. “Essa bola foi vendida por R$ 1.500, dias após o jogo. Por qual motivo essa bola seria vendida, se era uma homenagem para o menino?”, questionou o delegado Ronilson Medeiros. Com a repercussão do caso, a mãe gravou vídeos, tentou se inscrever em realities e até simulou um suicídio. O padastro já havia sido preso por tráfico e roubo. O casal tinha menos de um ano de envolvimento e Rhaniel não aprovava o relacionamento da mãe.

VIOLÊNCIA SEXUAL

Na cueca de Rhaniel, foi encontrado material genético dos irmãos Victor [padrastro da vítima] e Wagner Oliveira. De acordo com a investigação, o ânus da criança apresentava ferimentos.

“Na parte interna do Rhaniel, não havia material genético, porém, nas roupas constavam material biológico dos dois [Victor e Wagner]. O corpinho foi limpo e o material genético do padastro e do irmão estavam na cueca, o que pode ter sido quando trocaram a roupinha do menino. Foi simulada a violência sexual, com a introdução de um objeto com preservativo. Ele tinha sinais de violência sexual”, disse Ronilson Medeiros.

O inquérito foi concluído e remetido à Justiça. Os suspeitos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável.

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