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M�dicos ganham for�a na luta contra empresas

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BLEINE OLIVEIRA A liminar concedida ao Ministério Público (MP) pelo juiz José Afrânio Oliveira, da 7ª Vara Cível de Feitos Não-Privativos, fortaleceu a luta dos médicos alagoanos credenciados pelas seguradoras Bradesco Saúde e Sul América para implantação da Classificação Brasileira de Honorários Médicos, a tabela que define o pagamento dos serviços que realizam. A avaliação é do presidente da Sociedade de Medicina de Alagoas, Kléber Oliveira, afirmando que, agora, as seguradoras só têm dois caminhos a seguir. O primeiro, que ele pessoalmente considera incorreto, é recorrer judicialmente para suspender a liminar. ?Não seria uma boa política. A liminar foi concedida ao MP, uma instância de defesa da sociedade?, argumenta o médico. Resta às empresas, no entendimento dele, negociar o atendimento da reivindicação dos profissionais credenciados. O presidente da Sociedade de Medicina revela que a categoria continua aberta a negociação, desde que o entendimento considere os valores da nova tabela de preços estabelecidos pela Associação Médica Brasileira (AMB). Há dois meses os médicos iniciaram o que chamam de mobilização, mas é na verdade um boicote, para obrigar as duas seguradoras a reajustar os valores dos procedimentos. Qualquer paciente da Saúde Bradesco e Sul América, só é atendido se pagar pela consulta, exame ou qualquer outro procedimento. Com a liminar as seguradoras estão obrigadas a devolver em dobro ao usuário o valor pago nos consultórios. ?A ação do MP foi efetiva em favor do consumidor e não prejudicou a nossa luta?- alegra-se Kléber Oliveira. As seguradoras já acenaram com uma proposta, mas esta não atende à reivindicação dos médicos alagoanos. Elas propuseram cumprir a tabela da AMB mas apenas para os planos coletivos, os chamados plano empresa. A dificuldade é que em Alagoas 70% dos usuários de saúde privada são individuais. ?Rejeitamos a proposta pois ela não nos beneficia? ? disse Kléber. Ontem, os médicos credenciados decidiram dar prazo de 30 dias, a contar da próxima segunda-feira, 18, para que a empresa cearense HapVida, que atua no mercado alagoano, adote a tabela da AMB. Do contrário seus usuários terão que pagar antecipadamente para serem atendidos. A promotora Denise Guimarães, do Ministério Público Estadual, disse acreditar que na próxima semana a situação estará resolvida. Ela, junto com dirigentes da categoria médica e representantes da seguradoras foram convidados a participar de uma audiência pública na Câmara Municipal de Maceió, às 14h da próxima quarta-feira.

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