Cidades
Ufal tem dois cursos pendentes no MEC
FELIPE FARIAS Dois cursos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estão com seus reconhecimentos pendentes, de acordo com o Cadastro de Instituições de Educação Superior. Nessa condição, eles estariam potencialmente atingidos pela medida divulgada pelo MEC na semana passada, suspendendo novos processos de reconhecimento de cursos por período de seis meses. A medida, entretanto, é direcionada às faculdades privadas, por causa do grande fluxo de abertura de cursos, comparada à ?ausência completa de normas eficazes? de regulação do setor, segundo o próprio ministro Tarso Genro. A presidente da Comissão de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação de Alagoas (Consed/AL), Mary Selma de Oliveira, disse à GAZETA DE ALAGOAS que a medida era indício das fraudes que os donos desses estabelecimentos estariam cometendo. Um deles, segundo a educadora, seria a apresentação de uma lista falsa de professores para a comissão do MEC responsável pela avaliação das condições do curso. Foram pesquisadas 36 habilitações de quatro cursos: Administração, Direito, Engenharia e Psicologia, mantidos por nove instituições de ensino superior, privadas e públicas, somente em Maceió. O levantamento foi feito na relação mantida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que faz o trabalho de avaliação das chamadas IES para o MEC. A partir da relação disponibilizada pelo Inep, a GAZETA DE ALAGOAS apurou que nada menos de quinze dessas habilitações se encontram nessa condição. Entre elas, estão os cursos de Administração Escolar à distância (licenciatura plena) da Ufal. Criado pela portaria 2.631 do MEC, de 21 de dezembro de 2000, o curso ainda consta na relação do Inep como tendo seu reconhecimento em aberto. Na mesma situação está o curso de Engenharia de Agrimensura, também da Ufal, e os cursos de Direito de todas as instituições particulares existentes em Maceió, à exceção do Cesmac. Mas, segundo o presidente da Comissão de Estudos Jurídicos da OAB, Felipe Vasconcelos, informou à GAZETA, em rigor os cursos jurídicos não foram atingidos porque ainda são novos e não estão na época de solicitar o reconhecimento. ?Por enquanto, não haverá prejuízo para os alunos. Eles só serão prejudicados se a medida pelo MEC vigorar, além dos seis meses que foram anunciados?.