Trabalho
ALAGOAS TEM A QUARTA MAIOR TAXA DE DESOCUPAÇÃO DO PAÍS, DIZ IBGE
No terceiro trimestre deste ano, o desemprego atingiu atingiu 231 mil trabalhadores alagoanos
Alagoas apresentou a quarta maior taxa de desocupação do país, no terceiro trimestre de 2021, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nessa terça-feira (30).
Apesar disso, o Estado apresentou um recuo de 2,2 pontos percentuais em relação aos três meses imediatamente anteriores (abril, maio e junho), ficando com uma taxa estimada em 17,1%.
Na comparação com as demais unidades da federação, Alagoas ficou atrás apenas de Pernambuco (19,3%), Bahia (18,7%) e Amapá (17,5%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Em números absolutos, o desemprego atingia 231 mil pessoas em Alagoas, nos meses de julho, agosto e setembro, um contingente de 23 mil pessoas a menos na comparação com abril, maio e junho, quando a desocupação atingia 254 mil pessoas. Em relação ao terceiro trimestre de 2020, não houve variação estatisticamente significativa.
Já o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 1.767 no segundo trimestre, não mostrando variação significativa em relação ao terceiro trimestre de 2020 ou segundo trimestre de 2021.
Estimada em 1,124 milhão de pessoas no terceiro trimestre de 2021, a população ocupada teve aumento de 227 mil (25,4%) em relação ao mesmo período do ano anterior. Com relação ao primeiro trimestre deste ano, houve crescimento de 55 mil pessoas, ou seja, variação de 5,2%.
No Brasil, a taxa de desocupação recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano, uma redução de 1,6 ponto percentual frente ao segundo trimestre. Com isso, o número de pessoas em busca de emprego no país caiu para 13,5 milhões (-9,3%). Já os ocupados chegaram a 93,0 milhões, com crescimento de 4,0%.
“No terceiro trimestre, houve um processo significativo de crescimento da ocupação, permitindo, inclusive, a redução da população desocupada, que busca trabalho, como também da própria população que estava fora da força de trabalho”, diz a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, analisando o panorama nacional. A população fora da força de trabalho é o contingente daqueles que não estão ocupados nem buscando emprego.
Das 3,6 milhões de pessoas a mais na população ocupada, em relação ao trimestre imediatamente anterior, cerca de 54% (1,9 milhão) atuavam sem carteira assinada ou CNPJ. Ou seja, a informalidade respondeu por mais da metade das novas vagas. O reflexo do quadro é o recuo do rendimento médio da população empregada. Isso sinaliza que o ingresso no mercado de trabalho tem sido marcado por salários menores.
O rendimento real habitual foi estimado pelo IBGE em R$ 2.459. É a menor marca para o terceiro trimestre desde o começo da série histórica, em 2012. Significa baixa de 11,1% em relação a igual período do ano passado (R$ 2.766). Os números divulgados nesta terça-feira já incorporam uma revisão feita pelo IBGE em toda a série histórica da Pnad Contínua. A reponderação dos resultados foi necessária devido aos efeitos da pandemia no processo de coleta das informações. A chegada da Covid-19 causou restrições a deslocamentos e fez o órgão suspender as entrevistas presenciais da Pnad a partir do segundo trimestre de 2020. Assim, a coleta dos dados passou a ser feita por telefone. A alteração reduziu a taxa de aproveitamento da pesquisa, já que houve mais dificuldades para realização das entrevistas -nem todas as famílias brasileiras têm acesso a aparelhos telefônicos, por exemplo. De acordo com o IBGE, essa redução foi sentida principalmente nas faixas mais jovens da população, o que aumentou a proporção de idosos na amostra. As informações são da Folhapress.