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Cidades

EM ALAGOAS, 25 GESTANTES E PUÉRPERAS NÃO RESISTIRAM À COVID

Desde o início da pandemia, morreram nove mulheres grávidas e 16 logo após o nascimento dos bebês

Por regina carvalho | Edição do dia 04/12/2021 - Matéria atualizada em 03/12/2021 às 21h03

Maceió, 07 de fevereiro de 2019  
Maternidade Escola Santa Monica, localizada na Avenida Comendador Leão, S/N - Poço, Maceió - Alagoas, Brasil.
Foto: ©Ailton Cruz

Em Alagoas, 25 gestantes e puérperas não resistiram às complicações do novo coronavírus – dezesseis delas somente este ano –, segundo o Observatório Obstétrico Brasileiro, que reúne informações da plataforma e-SUS Notifica, do Ministério da Saúde. Três gestantes não resistiram à doença em 2020 e seis este ano. Já o número de puérperas que morreram subiu de seis (2020) para dez (2021), de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O Observatório Obstétrico aponta que são disponibilizados os casos definidos como gestante (qualquer trimestre gestacional ou idade gestacional ignorada) ou puérpera, entre 10 e 55 anos. A entidade analisou que mortes maternas por Covid mais que triplicaram em 2021 (1.455 vítimas), enquanto que no ano passado foram 460 e que a taxa de mortalidade materna disparou de 6,7% em 2020 para 12,6% neste ano. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que não há, neste momento, na Rede Pública de Saúde, nenhuma gestante internada para tratamento da Covid-19. Alagoas aparece como um dos estados brasileiros com menor número de óbitos nesse grupo.

De acordo com informações do Hospital Universitário, unidade referência no atendimento de gestantes de alto risco, 72 pacientes com Covid-19 e 22 recém-nascidos com a doença foram atendidos desde o início da pandemia. Ainda segundo a unidade, foram 4 óbitos: dois recém-nascidos e duas puérperas, que morreram após infecção pelo novo coronavírus.

Até 30 de novembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 3,8 mil gestantes tomaram a primeira dose da vacina contra Covid em Maceió e 2,2 mil completaram o esquema vacinal. A assessoria da SMS ressalta que há a possibilidade de gestantes terem sido vacinadas e suas doses registradas em algum outro grupo prioritário, caso as mesmas fizessem parte de mais de um deles. O manual de recomendações para a assistência à gestante e puérperas do Ministério da Saúde detalha que a literatura tem demonstrado desfecho materno e neonatal desfavorável na presença da Covid-19 moderada e grave. “As gestantes infectadas por Sars-CoV-2 têm maior chance de hospitalização, admissão em unidade de terapia intensiva e ventilação mecânica”, informa trecho do manual. O levantamento do MS reforça que é possível que as alterações gravídicas afetem a resposta imunológica, entretanto ainda não se tem certeza. Apesar de a maior parte das pessoas se recuperarem sem necessitar de hospitalização, a deterioração clínica rápida pode acontecer e gestantes sintomáticas parecem ter mais risco de doença severa e morte quando comparadas a não gestantes. “Os principais fatores de risco na gestação são idade maior que 35 anos, obesidade e doenças preexistentes, particularmente a hipertensão e o diabetes. Publicação recente mostrou que a infecção por Covid-19 está associada a desfecho materno adverso, principalmente hipertensão gestacional, eclampsia ou pré-eclâmpsia, uso de antibioticoterapia e admissão em UTI neonatal, o que aumenta consideravelmente o risco de óbito nessas mulheres”, detalha o manual.

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