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F�rum discute inclus�o de temas �tnicos nas escolas

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Incluir as questões da comunidade negra nos currículos das escolas públicas é o principal desafio do Fórum Regional Educação e Diversidade Étnico-Racial, que reúne até hoje, educadores dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, no auditório da Espaço Cultural da Ufal. Em estados como Rio Grande do Sul, onde apenas 13% da população é composta de negros, os avanços no processo pedagógico para inclusão da discussão da situação dos afro-descendentes nas escolas têm sido expressivo. Já no Nordeste, onde a maior parte da população é de negros, só agora esse processo começa a dar os primeiros passos. É o que atesta a professora aposentada Vera Triunfo, que trabalha com voluntária no processo de qualificação dos professores no Rio Grande do Sul. ?As práticas pedagógicas nas escolas ainda são eurocentristas, e num país onde a maioria da população é negra isso induz ao racismo?, observou a educadora. Ela salientou que a exclusão dos negros nas escolas se reflete em várias práticas pedagógicas e até nos brinquedos utilizados pelos alunos. ?As bonecas nas escolas nunca são negras, todas são brancas?. O percentual de negros no Rio Grande do Sul é o mesmo que de brancos na África do Sul, país que ficou marcado durante anos pelo regime do Apartheid. A representante da Secretaria de Educação Continuada do Ministério da Educação, Elisabeth Fernandes de Sousa, frisou que é fundamental importância não só traçar uma ação pedagógica, mas também política para incluir a questão racial nas escolas. A coordenadora do Núcleo Temático da Identidade Negra na Escola, Arizia Barros, explicou que um dos papéis do núcleo é monitorar a aplicação da Lei 10.639/03 que estabelece a obrigatoriedade na matriz curricular das escolas públicas da disciplina de história África e dos Afro-Descendentes. Só que hoje, na maioria das escola, isso não é cumprido.

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