Cidades
Diretor de pol�cia exige pris�o de Gerson J�nior
ODILON RIOS O diretor do Departamento de Polícia Civil, Roberto Lisboa, exigiu ontem que o delegado do 2º Distrito Policial, Dalmo Lima, dê ordem de prisão ao agropecuarista Gerson Lopes de Albuquerque Júnior (o Buguelo), acusado de assassinar a tiros o estudante Márcio Edsandro Silva Correia. O crime aconteceu no último domingo, depois de uma discussão por telefone. Márcio era namorado de Marcella Lagrotto, ex-companheira de Gerson Júnior, com quem viveu durante quatro anos. A decisão do delegado do 2º DP, de não ter prendido Gerson Júnior na noite de segunda-feira, quando este se apresentou à polícia e confessou o crime, causou polêmica nos corredores da Secretaria de Defesa Social. ?Vou cobrar do delegado a prisão temporária?, disse o diretor da Polícia Civil. Durante a manhã e parte da tarde de ontem, o delegado do 2º DP esteve com o telefone desligado. Logo cedo, Dalmo Lima argumentara que o pedido de prisão não seria feito porque o acusado ?tem residência fixa e não representa perigo para a família da vítima ou risco à sociedade?, sustentando a mesma tese dada à imprensa no dia anterior. Pessoa perigosa De acordo com o diretor da Polícia Civil, Roberto Lisboa, que também é delegado, o agropecuarista deve ser considerado uma pessoa perigosa por dois motivos: praticou o crime por razões fúteis e já tem um histórico de processos. Além disso, conta Lisboa, era uma decisão do próprio delegado pedir ou não a prisão, e o acusado poderia estar sendo investigado enquanto estivesse preso. Dalmo Lima foi, durante três anos, delegado em Atalaia, a mesma cidade onde reside a família do agropecuarista. Lisboa não afastou a possibilidade de avocar o inquérito e convocar um delegado especial para o caso, se não for pedida a prisão temporária de Gerson Júnior. ?Conversei com o Dalmo na segunda-feira e combinamos que ele iria decretar a prisão temporária do Gerson?, lembrou o diretor da Polícia Civil. Ele informou também que mandou o delegado fazer uma busca em várias casas de amigos para localizá-lo. Até o fim da tarde de ontem, Lisboa não havia conseguido conversar com o delegado. Dois depoimentos sobre o caso estavam marcados para ontem, mas foram adiados. Dois frentistas do posto Stella Maris, local do crime, vão contar o que viram no dia do assassinato. Gerson Júnior já responde a dois processos na Justiça. Um por ter participado de um ?pega? na Fernandes Lima e outro por crime contra a honra, na 2a Vara Criminal. O pai de Gerson Júnior, um fazendeiro poderoso do interior alagoano, responde a 19 processos, segundo a Justiça. A falta do flagrante fez a polícia soltar Gerson Júnior, mesmo sabendo que ele premeditou o crime, já que saiu de casa armado e foi ao local marcado com Márcio Edsandro, onde matou o rapaz.