loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Menina, testemunha de crime, est� sob amea�a

Ouvir
Compartilhar

FELIPE FARIAS A adolescente V. S., 17 anos, que foi testemunha ocular de uma bárbaro crime cometido contra outra jovem, por gangues de marginais, continuava até ontem à noite isolada em uma casa de passagem para jovens carentes, sem nenhuma proteção e com movimentos de suspeitos do lado de fora onde ela estava. A denúncia é do coordenador do Catarse e membro do Conselho Estadual de Assistência Social, Walmar Buarque. ?Os assassinos da amiga de V. S. já sabem onde ela está e ela corre um sério risco de morte. Quero saber como fica a segurança dela, e também quanto ao tal programa de proteção à testemunha. Não sei mais aonde levá-la?, alerta Walmar. Ele recebeu V. S. na noite da última segunda-feira, depois que a adolescente identificou o massacre a uma colega, com tiros e facadas. ?Inadvertidamente, um policial civil levou V. S. a uma operação policial, em que foi obrigada a apontar os suspeitos face à face. Isso é um crime e a mesma coisa que rasgar o Estatuto do Menor e do Adolescente?, completa Walmar. Segundo ele, os assassinos estariam rondando a casa de passagem em que ela está abrigada. Devido à denúncia, ele enviou ofício às secretarias de Defesa Social e de Justiça e Cidadania, ao Ministério Público e ao Conselho Estadual de Direitos Humanos. O que mais o irritou, segundo Buarque, foi o fato de nenhuma das autoridades ter dado uma satisfação sobre a medida para proteger a adolescente. ?Durante todo o dia de ontem esperei a chegada de algum reforço, ou um apoio de todos essas instâncias a quem alertei, mas continuo amedrontado por possíveis ataques a menor?, ressalta. A adolescente de 17 anos presenciou há dois meses um assassinato na Grota do Rafael, cometido por dois moradores da favela de Jaraguá. Segundo Buarque, a adolescente relatou que nas investigações policiais foi obrigada a ficar de frente para os acusados, que teriam sido espancados. Foi nesse momento que um deles fez a ameaça. Até o início do mês, ela esteve abrigada numa casa especializada em receber mulheres em situação de risco, que, entre as medidas de segurança, tem o endereço mantido em sigilo. Mas, ?inexplicavelmente?, segundo ele, a adolescente acabou indo parar numa casa de passagem, que não possui a mesma estrutura para garantir a integridade dos abrigados.

Relacionadas