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Pol�cia perdida em busca de foragidos da lei

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A falta de cooperação do Judiciário e o vazamento de informações para os acusados são alguns dos argumentos relacionados pelo diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, para justificar a quantidade de foragidos em recentes casos rumorosos. ?Em alguns casos, quando a polícia vem receber um mandado de prisão, até a imprensa já tem conhecimento dele. Se for alguém com escrúpulos, resguarda a informação. Se não, põe todo o nosso trabalho a perder?, diz. A mais recente é a fuga de Gerson de Albuquerque Júnior, assassino confesso do estudante Márcio Edsandro Correia. Gerson chegou a se apresentar ao delegado do caso após o crime. Mas Dalmo Lopes não o prendeu sob a alegação de que não representava perigo e tinha residência fixa. Pressionado a pedir a prisão à Justiça e efetuá-la, o delegado acabou não encontrando mais o acusado, que ainda está sendo ?caçado?. ?Nesse caso, podemos dizer que faltou um pouco de malícia ao delegado. Mas não podemos culpá-lo de tudo porque a delegacia do 2º Distrito, na qual é titular, possui um volume de trabalho muito grande. Além disso, o crime ocorreu em um fim de semana, quando é difícil encontrar um juiz de plantão?, acrescentou o chefe da Polícia Civil. Outro argumento utilizado por Lopes, o de que o flagrante tinha expirado, é contestado pelo juiz de Direito Alberto Jorge Correia, coordenador da Escola Superior da Magistratura. ?Se as buscas se mantiverem incessantes, o flagrante permanece; mesmo depois do período de 24 horas?, explica. Sumidos Entretanto, o caso de Gerson Albuquerque não é o único de um foragido que conseguiu despistar a polícia. A advogada Cláudia Pontes, acusada de envolvimento com uma das facções criminosas da Polícia Civil, ainda permanece foragida. Como ela, o bicheiro Plínio Batista, que teve a prisão decretada no mesmo período, também escapou e, segundo o diretor, chegou até Minas Gerais, depois de saber que estava sendo procurado. Os acusados do atentado contra o deputado estadual Cícero Ferro, ocorrido em janeiro, também continuam foragidos. ?No caso dos acusados de envolvimento com essa facção, houve vazamento de informações. A advogada Cláudia Pontes teve conhecimento de que havia um mandado de prisão contra ela antes mesmo da polícia. Infelizmente, um mandado não percorre de modo tão expresso o caminho entre a autoridade Judiciária e a policial?, justifica.

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