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TJ julga a��o criminal contra prefeita de Rio Largo

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GILVAN FERREIRA O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas julga hoje se aceita ou não a denúncia (ação criminal) do Ministério Público contra a prefeita de Rio Largo, Maria Eliza Alves da Silva (PL). Na denúncia do Ministério Público, a prefeita Maria Eliza Alves é citada no Artigo 41 do Código Penal Brasileiro, por supostos atos de improbidade administrativa na sua gestão. A prefeita é acusada de superfaturamento no pagamento de serviços, utilização de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos. Se acatar a denúncia do Ministério Público, o Pleno do Tribunal de Justiça vai determinar a abertura de processo que pode determinar o afastamento da prefeita Maria Eliza do cargo ou até mesmo a sua prisão. Além da ação penal, a prefeita Maria Eliza enfrenta uma ação cível no Tribunal de Justiça de Alagoas, que tem como relator o desembargador Antônio Sapucaia. Outro processo Por decisão do desembargador Antônio Sapucaia, a prefeita Maria Eliza chegou a ser afastada do cargo, por cinco dias, mas retornou ao comando do município por decisão do Pleno do Tribunal de Justiça, por 10 votos a 1. Na ação do Ministério Público, Maria Eliza é acusada de desviar cerca de R$ 2 milhões dos cofres do município de Rio Largo. O Movimento Rio Largo Decente Já, que é coordenado pelos dirigentes da ONG Fórum Permanente das Organizações Não-Governamentais de Rio Largo e lideranças políticas do PMDB, PSB, PT, PV, PTdoB e PAN, prometeu mobilizar hoje caravanas de moradores para acompanhar o julgamento da ação penal pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. ?Varal da sujeira? Os dirigentes do Movimento Rio Largo Decente montaram uma tenda, em frente ao prédio do TJ, com o ?Varal da Sujeira?, em que penduraram cópias de documentos com as supostas irregularidades cometidas pela prefeita Maria Eliza nos sete anos e cinco meses da sua gestão. Os coordenadores do movimento também vão distribuir um manifesto pedindo que o Tribunal de Justiça puna os culpados pelas supostas irregularidades em Rio Largo. O desembargador Orlando Manso não antecipou sua decisão sobre a denúncia do Ministério Público. O julgamento do Pleno do Tribunal de Justiça está marcado para as 14h. A presidência do Tribunal de Justiça determinou o reforço da segurança no plenário e a limitação do acesso de pessoas ao local do julgamento.

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