Cidades
Bombeiros e SMCCU limitam venda de fogos
FÁBIA ASSUMPÇÃO A proximidade das festas juninas começa a movimentar o comércio de fogos de artifício em Maceió. Este ano, vão funcionar 31 barracas, distribuídas em três pontos da cidade: oito na Avenida Cícero Toledo, em Jaraguá; três na Avenida Álvaro Otacílio, na Jatiúca (em frente à barraca do Lampião) e 20 na Avenida Juca Sampaio, no Barro Duro. A partir da próxima semana, o Corpo de Bombeiros inicia um trabalho de fiscalização das barracas, para verificar se elas estão obedecendo às normas de segurança exigidas para esse tipo de comércio. O diretor de Serviços Técnicos dos Bombeiros, tenente-coronel Edvaldo Nunes, explicou que os proprietários das barracas são obrigados a dar entrada em um requerimento na instituição, que promoverá uma vistoria no local. Cada barraca deve ter, no mínimo, dois extintores de incêndio e dois baldes d?água. Segundo ele, as barracas só podem ser instaladas em terrenos baldios, distantes, no mínimo, 100 metros de locais de grande aglomeração, com escolas, igrejas e supermercados. Edvaldo Nunes alerta que é totalmente proibida a venda de fogos por bancas de ambulantes, fora da área autorizada para a instalação das barracas. Para coibir esse tipo de comércio ilegal, o Corpo de Bombeiros e os fiscais da Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) farão um arrastão por toda a cidade. ?As pessoas podem ajudar o Corpo de Bombeiros nesse trabalho de fiscalização, fazendo denúncias pelo telefone 193 ou 315-2819?. Ele explica, no entanto, que o comércio de fogos é autorizado em área comercial, desde que seguindo os requisitos básicos como a distância de locais de grande aglomeração. Acidente O último acidente registrado pelo Corpo de Bombeiros com a venda de fogos foi há quase 20 anos, quando uma barraca instalada no Mercado da Produção foi destruída por um incêndio. No interior, o perigo está nas fábricas de produção de fogos. ?O problema é que muitas pessoas produzem fogos em casa?, salienta. ?Elas manuseiam com pólvora sem qualquer tipo de segurança?. O tenente-coronel Edvaldo Nunes, da Diretoria de Serviços Técnicos, afirma que como não há tradição de soltar balões em Alagoas, o risco de incêndio causado por esse tipo de produto praticamente inexiste. O maior problema registrado no período junino é o de queimaduras provocadas pelo manuseio inadequado dos fogos de artifício. Isso faz com que aumente o número de chamadas para o serviço de resgate. O tenente-coronel Nunes recomenda que as pessoas sigam as recomendações da embalagem sobre o manuseio correto dos fogos. E também a não pegar rojões ou bombas que apresentem falha, pois eles ainda apresentam risco de explodir.