loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 03/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

ÍNDICE DE CRIANÇAS VACINADAS CONTRA A PÓLIO CAI EM ALAGOAS

Especialistas alertam população para vacinar crianças pequenas contra a pólio, doença que causa paralisia irreversível e pode matar

Ouvir
Compartilhar
Maceió, 22 de dezembro de 2021
Estoque de vacina contra a polio no 2º Centro de Saúde (na Praça da Maravilha) em Maceió. Alagoas - Brasil. 
Foto:@Ailton Cruz
Maceió, 22 de dezembro de 2021 Estoque de vacina contra a polio no 2º Centro de Saúde (na Praça da Maravilha) em Maceió. Alagoas - Brasil. Foto:@Ailton Cruz -

Muitas crianças deixaram de tomar a vacina contra a poliomielite em Alagoas em 2020, quando 50.368 deveriam ter sido vacinadas, mas apenas 36.322 menores de 1 ano completaram o ciclo vacinal, um percentual de apenas 72,1%, quando a meta do Ministério da Saúde é de 95%.

Mesmo com a poliomielite erradicada no país desde a década de 1990, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta que enquanto houver uma criança infectada, as outras, de todos os países, correm o risco de contrair a doença. Por isso, Américas, Brasil, Bolívia, Equador, Guatemala, Haiti, Paraguai, Suriname e Venezuela têm alto risco de volta da doença.

Para a entidade, a baixa cobertura vacinal nesses locais representa perigo para todo o continente, que não registra caso da doença há 30 anos. Segundo a Opas, a poliomielite afeta principalmente crianças com menos de 5 anos e uma em cada 200 infecções leva a uma paralisia irreversível (geralmente das pernas).

Entre os acometidos, 5% a 10% morrem por paralisia dos músculos respiratórios. “Houve uma queda muito importante dessa vacinação durante a pandemia de Covid. Hoje a pólio está erradicada no Brasil porque temos essa cultura de vacinação, por isso não podemos falhar. Há riscos dela voltar”, avalia a infecto-pediatra Auriene Oliveira.

Shorts Youtube
Play
Lira explica candidatura ao Senado: “É pelo que ainda falta fazer no Estado”

Lira explica candidatura ao Senado: “É pelo que ainda falta fazer no Estado”

Play
Lira dispara contra traições: “Está faltando palavra para muita gente em Alagoas”

Lira dispara contra traições: “Está faltando palavra para muita gente em Alagoas”

Play
Luciano Barbosa declara voto em Arthur Lira e promete percorrer Alagoas pela eleição ao Senado

Luciano Barbosa declara voto em Arthur Lira e promete percorrer Alagoas pela eleição ao Senado

Play
Bebeto e Leonardo Dias exaltam relação de Lira com Bolsonaro e confirmam apoio ao Senado

Bebeto e Leonardo Dias exaltam relação de Lira com Bolsonaro e confirmam apoio ao Senado

Play
“Me tiraram do jogo”: Neno da Laje recupera elegibilidade e volta à disputa

“Me tiraram do jogo”: Neno da Laje recupera elegibilidade e volta à disputa

Rafaela Siqueira, assessora técnica do Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI/AL), explica que a meta de cobertura preconizada para esta vacina é de 95%. Em 2020 foram alcançados índices abaixo do esperado e a pandemia de Covid-19 agravou essa situação. “Durante a pandemia houve diminuição na procura da vacinação de rotina, porém não houve falta de vacinas. Todas as salas de vacina dos 102 municípios do nosso Estado estão abastecidas com o imunizante”, disse Rafaela.

A Gazeta pergunta como foi a cobertura vacinal em 2019, já que em todo o país, cerca de um milhão de crianças deixou de se vacinar no período, o que levou o Brasil a integrar a lista de países com alto risco de volta da doença.

“Em 2019 a cobertura vacinal foi de 87,89%. Crianças menores de 01 ano devem receber 03 doses, com posterior reforço com 1 ano e 3 meses e aos 4 anos. A situação atual da cobertura vacinal preocupa as autoridades locais, tanto que esta Assessoria Técnica de Doenças Imunopreveníveis e Vacinação (ATI) vem envidando esforços junto às coordenações municipais para o resgate das coberturas vacinais adequadas”, reforça a assessora técnica do PNI em Alagoas.

Segundo informação do Ministério da Saúde, após a pandemia, o Brasil não tem alcançado a meta de vacinar 95% do público-alvo para vacinação contra a doença e que em 2019, a cobertura vacinal para poliomielite estava em torno de 84%; no ano de 2020, com o ápice da pandemia, esse número chegou a 76%. Em 2021, até outubro, a taxa caiu para 59,82%.

Relacionadas