Cidades
COM AVANÇO NA VACINAÇÃO, ALAGOANos DEVEM REUNIR FAMILIARES NO NATAL
Apesar do desejo de confraternizar, pesquisa aponta tendência à redução do consumo dos produtos da ceia
Após quase dois anos da pandemia do novo coronavírus, aumenta a expectativa por reencontrar amigos e familiares para comemorar as festas de fim ano. Mas, se de um lado há a alegria do reencontro, do outro há a alta dos preços, que impede grande parte da população de participar dos festejos como gostaria.
Pesquisa da Fecomércio aponta que quase metade dos maceioenses deverá reduzir o consumo de produtos tradicionais na ceia de Natal. Principal fator do controle da taxa de contaminação e da redução dos números de mortos causadas pela Covid-19, o avanço da vacinação da população trouxe segurança às pessoas, que poderão rever aqueles que a pandemia afastou.
A engenheira civil Josiane Carvalho conta que hoje se sente mais segura em comemorar o Natal com a família. “Estão quase todos vacinados, faltam apenas as crianças. Sabemos que ainda precisamos manter o protocolo sanitário, então provavelmente, depois da missa, vou tomar um banho, lavar o cabelo e trocar a roupa para poder ir à casa da minha mãe, mas depois de ‘garantir’ não ser vetor de contaminação vamos poder desfrutar da companhia da família inteira”, informa.
Reencontrar a família é algo que há muito desejava a aposentada Vera França (73), que neste ano resolveu, junto com os irmãos, organizar a segunda confraternização da família Rocha Cardoso. “Como a família é grande, não seria possível reunir todos para o Natal, então decidimos fazer um pouco antes. Muita gente também não pode participar, acredito que ainda por receio, mesmo estando todos os adultos vacinados”, comenta.
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AUMENTO DOS PREÇOS
O aumento nos preços dos produtos deve atingir em cheio a tradicional ceia de Natal. Segundo estudo do Instituto Fecomércio sobre a Intenção de Consumo da Família (ICF), 48,7% dos entrevistados em Maceió afirmaram que estão comprando menos produtos para a ceia natalina. O estudante Paulo Duarte afirma que o peru, prato principal na ceia, deverá ser substituído pelo chester. Já a gestora de recursos humanos Thalma Bezerra conta que alguns pratos típicos desta época do ano ficarão de fora e a ceia será menos farta.
DISPARIDADE DE PREÇOS
Pesquisa divulgada pelo Procon Maceió no último dia 7 aponta diferença de até 2.392% entre preços dos produtos que compõem a ceia natalina observando o mesmo item. Deita entre os dias 3 e 6 de dezembro, a pesquisa avaliou valores de 20 produtos - entre alimentos e bebidas - em cinco supermercados e atacados da capital. De acordo com o levantamento, a azeitona apresentou a maior variação percentual, com preços que oscilavam entre R$ 3,99 e R$ 99,44 o quilo (diferença de 2.392,2%). Em seguida aparecem o arroz - cujo preço varia entre R$ 3,49 e R$ 64,99 o quilo (1.762%), chocotone (900%) e azeite (894,6%). As menores variações percentuais foram observadas no preço da ervilha, que está sendo comercializada entre R$ 2,49 e R$ 4,69 (60,2%), peru, cujos preços variam entre R$ 19,90 e R$ 34,99 o quilo (75,8%), tender - entre R$ 49,98 e R$ 89,90 o quilo (diferença de 79,8%) e milho (88,3%). Quando o assunto é bebida, a diferença de preços de produtos como vinhos e espumantes chega a atingir 50.500%, no caso do vinho tinto, cujo preço encontrou variação entre R$ 7,49 e R$ 3.790. Entretanto, esse tipo de produto leva em consideração uma série de fatores, como safra, nacionalidade e produtores, entre outros. O diretor executivo do Procon Maceió, Leandro Almeida, redobra a importância da pesquisa antes de fazer a compra dos itens tradicionais na ceia natalina. “O planejamento é a ordem do dia para não contrair dívidas e não deixar faltar nada nessa época tão especial para muitas famílias”, ressalta Leandro Almeida.