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Cidades

Burocracia emperra aumento de ado��es de crian�as em AL

BLEINE OLIVEIRA O número de famílias interessadas em adotar crianças abandonadas pelos pais tem aumentado, mas poderia ser maior se os processos de adoção fossem mais rápidos. A avaliação é da gerente da Creche Adoção Rubens Colaço, mantida pela Prefeit

Por | Edição do dia 26/05/2004 - Matéria atualizada em 26/05/2004 às 00h00

BLEINE OLIVEIRA O número de famílias interessadas em adotar crianças abandonadas pelos pais tem aumentado, mas poderia ser maior se os processos de adoção fossem mais rápidos. A avaliação é da gerente da Creche Adoção Rubens Colaço, mantida pela Prefeitura de Maceió, Shirley Palmeira Melo de Moraes. Na avaliação dela, os processos de destituição de guarda (quando os pais biológicos abrem mão do direito sobre os filhos) têm demorado muito, fazendo com que muitos interessados desistam de esperar. “Sabemos do volume de trabalho na 2ª Vara da Infância e da Juventude, mas pedimos a sensibilidade dos juízes. As decisões têm sido morosas e isso leva as famílias a desistirem”, declara Shirley Moraes. Ontem, no Dia Nacional da Adoção, a creche Rubens Colaço organizou uma comemoração que reuniu, na Igreja de Santa Rita, no Farol, dezenas de crianças e seus pais adotivos. Com uma missa, as dirigentes da creche agradeceram a todos que contribuem com a redução do sofrimento de meninos e meninos que anseiam por um lar. Além dos meninos que esperam essa oportunidade, o ato comemorativo reuniu diversas famílias que já adotaram uma criança. Um bom exemplo de solidariedade humana e amor é dado pela família de Ana Clara, agora com oito meses, adotada por Conceição França e Márcio Azevedo. Eles são casados há 10 anos, têm uma filha de sete, que adorou a decisão de adotar Ana Clara. “Pensávamos em adotar mas não agora. Mas nos apaixonamos por ela”, afirma Conceição, referindo-se ao momento em que viu a menina na creche Rubens Colaço. Imediatamente, ela e o marido decidiram seguir os passos que levam à adoção. Primeiro a criança é levada nos fins de semana, para que a família passe por um período de adaptação. Depois, o interessado assume a guarda provisória por seis meses, prazo que pode ser renovado até a guarda definitiva. Esse processo burocrático foi uma das etapas já vencidas pelo casal paulista Cleide Gomes e Francisco Wellington, que adotou duas meninas alagoanas. A primeira adotada foi Lisandry, de três meses. A menina nasceu em Rio Largo e foi dada pela mãe que, na Justiça, abriu mão do pátrio poder alegando falta de condições para criá-la. Em seguida, Cleide e Francisco adotaram Yasmin, de dois meses. “O que me moveu foi o desejo de ser mãe”, disse Cleide, que não pode ter filhos. Nos próximos dias o casal volta a São Paulo com suas conquistas. O amor foi também o que moveu José Edson e Suely Alves de Melo, casados há cinco anos, que adotaram Erick Jonathan, hoje com dois anos.

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