Cidades
ONG v� queda em assassinatos de jovens em AL
FÁTIMA ALMEIDA O número de homicídios praticados contra crianças, adolescentes e jovens de até 25 anos de idade em Alagoas reduziu em 40% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2003. A fonte dessa informação é a Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Organização Não-Governamental (ONG) que reúne 45 entidades. É a mesma que no ano passado, ao apresentar seu primeiro relatório provocou uma enorme polêmica dentro do governo, que contestou os números, inclusive na imprensa nacional. ?Com a mesma responsabilidade que tivemos em alertar para o aumento da violência, em relatórios anteriores, estamos mostrando, agora, que ela reduziu. Mas devemos dizer que mesmo com essa redução, o número ainda é alto?, destacou o jornalista Reinaldo Cabral, representante da Associação Alagoana das ONGs (Aalong), integrante da Frente. De acordo com o relatório, nos três primeiros meses de 2003 foram assassinadas 123 pessoas entre 1 e 25 anos de idade em Alagoas. De janeiro a março deste ano foram 73. ?Está havendo uma resposta positiva dos órgãos de segurança pública e isso nos deixa contentes. Ninguém gosta de mostrar números alarmantes de violência?, disse o advogado Gilberto Irineu, coordenador da Frente, destacando a importância do trabalho da mídia, das ONGs e dos conselhos tutelares e a descentralização das ações de segurança, aliadas a ações de esporte, lazer e cultura, realizadas pelo governo na periferia, como fatores que contribuíram para essa mudança. Segundo Irineu, o perfil das vítimas é, majoritariamente, de afro-descendentes e caracterizados pela exclusão social (pobres, analfabetos, sem qualificação profissional e sem emprego). O relatório mostra que durante todo o ano de 2003 foram registrados 360 homicídios na faixa etária pesquisada, dos quais 147 foram praticados em Maceió e 213 no interior do Estado. Diz ainda que 286 assassinatos foram praticados com arma de fogo, 45 com arma branca e 29 com pauladas e pedradas, ?todos com características de execução?, observa Átila Nunes, integrante da Frente, representando o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua. ?Os responsáveis por essa prática têm que responder pelos seus crimes. Essa é a única maneira de continuar reduzindo os números de assassinatos?, alertou Átila.