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ESPECIALISTAS ALERTAM PARA RISCOS DA COVID-19 E INFLUENZA NO RÉVEILLON

Para infectologistas, variante Ômicron e flexibilização ameaçam estabilidade alcançada pela vacinação

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Imagem ilustrativa da imagem ESPECIALISTAS ALERTAM PARA RISCOS DA COVID-19 E INFLUENZA NO RÉVEILLON
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Pelo segundo ano consecutivo, a Covid-19 seguirá como uma das protagonistas das conversas nas comemorações da virada. E com agravante: em dezembro, o coronavírus passou a circular com a nova variante Ômicron, ao mesmo tempo em que a nova cepa do vírus da Influenza A, o H3N2, tem levado muita gente às emergências dos serviços públicos de saúde. Os infectologistas Fernando Maia e Renee Oliveira analisam o atual momento da pandemia e orientam as pessoas a redobrarem os cuidados para a proteção individual e coletiva nas festas de fim de ano.

“Vivemos um tempo difícil, com os dois vírus – coronavírus e o da Influenza – circulando ao mesmo tempo, mas os cuidados são os mesmos: evitar aglomeração, lavar as mãos e usar máscaras. Infelizmente, todos nós gostaríamos de fazer confraternização, festas de final de ano. Todo o mundo gosta, todo o mundo quer, é normal, mas, infelizmente, a gente ainda está vivendo um tempo muito difícil”, adverte o infectologista Fernando Maia.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a consequente redução dos números de pessoas infectadas e mortes no Brasil, os protocolos sanitários para a realização de eventos foram readequados. A circulação de pessoas tornou-se irrestrita e foi liberada a ocupação total dos espaços privados, cujo acesso, no que diz respeito a eventos festivos, passou a ser condicionado à comprovação da imunização.

No entanto, surgiu uma nova variante e na última semana, as infecções pelo novo coronavírus atingiram alta recorde em vários países do mundo, segundo noticiam as agências internacionais. Os especialistas ouvidos pela Gazeta reforçam o alerta para que o quadro não se repita no Brasil.

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“A introdução dessa variante, a Ômicron, mostrou uma enorme capacidade de disseminação. A gente está vendo em outros países o que está acontecendo. O número de casos novos é muito alto. Inclusive, nos últimos dias, nós temos batido recordes de casos diários de Covid em várias partes do mundo, de modo que é cedo para descuidar dessas medidas protetivas para que a gente possa voltar à normalidade o mais rápido possível”, afirma Fernando Maia.

De acordo com os especialistas, o avanço da vacinação no Brasil tem contribuído para certo controle da pandemia, mas os riscos ainda são altos e a Ômicron potencializa a contaminação. Por isso, a orientação é para que as pessoas mantenham a proteção e reforcem os cuidados.

“Com a vacinação avançando, o número de formas graves e mortes vai diminuindo, a gente já vê isso. Mas essa variante Ômicron mostra-se muito contagiosa. Por isso, a gente tem que redobrar os cuidados para que a gente não tenha más notícias nesse início de Ano Novo”, adverte Fernando Maia.

“Com o maior número de vacinados, chegamos hoje, dois anos depois do surgimento do coronavírus, a uma situação de relativo conforto. O número de casos da Covid-19 é muito pequeno e o número de mortes também, assim como o de internações. Mas é um controle aparentemente relativo porque o surgimento dessas novas variantes, principalmente da variante Ômicron, tem se mostrado extremamente competente na transmissão. Isso pode provocar, como está provocando em alguns outros países, novas ondas. Porque muitas pessoas ainda não se vacinaram. Muitas pessoas ainda não completaram as suas duas doses, ou a terceira, ou ainda a quarta dose, quando isso se faz necessário”, completa o infectologista Renee Oliveira.

Para ele, a circulação irrestrita e as festas de final do ano criam o ambiente propício à transmissão dos vírus. e a prevenção, informa, depende da consciência individual.

“A nossa responsabilidade não se resume apenas à proteção individual. Nós precisamos ter a consciência da proteção coletiva, que no momento se faz com a vacinação completa. Nós precisamos completar a nossa vacinação. Se você ainda não se vacinou, precisa fazer isso o mais rápido possível. Nós sabemos que aquelas pessoas que ainda não se vacinaram têm uma capacidade de transmissão, que nós chamamos de carga viral, muito maior do que aquelas pessoas que têm sua vacinação em dia. Ou, mais ainda, com relação àquelas pessoas que estão com a sua vacinação incompleta, a vacina é a chave para esse controle”, orienta o médico Renee Oliveira.

Os especialistas reforçam a orientação para manter os cuidados com a proteção não farmacológica. “Nesse momento, é fundamental o cuidado com a nossa proteção com o uso da máscara, o distanciamento social, a higienização das mãos e, na medida do possível, evitar aglomeração. Nós precisamos levar isso em consideração no momento de uma confraternização e da comemoração da virada do ano”, afirma Oliveira.

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