Cidades
ALUNOS DO INTERIOR SÃO MAIORIA EM EVASÃO DE FACULDADES PRIVADAS
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A educação no Brasil foi impactada pelas restrições da pandemia. A paralisação das aulas e posterior adoção do sistema de Ensino e Aprendizagem à Distância (EAD) se mostraram os principais desafios para todos os setores. E no ensino superior privado da capital, foi grande a evasão do alunado, seja por não concordar com o regime remoto, ou, principalmente, pelas dificuldades técnicas em manusear e se conectar às atividades.
“A maior dificuldade foi a informática, uma vez que em grande parte dos municípios não há nem sequer acesso à seguro à internet. Por isso, nós tivemos um número de evasão muito grande, principalmente de alunos do interior que tiveram dificuldades com as aulas remotas, e outros que não quiseram aceitar cursar as disciplinas no formato remoto” conta Mário Jucá, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de Alagoas (Sinepeal).
O sindicalista aponta os dados nacionais do Instituto Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras do Ensino Superior do Estado de São Paulo). Segundo a pesquisa, o número de estudantes fora das universidades e faculdades aumentou de 30%, em 2019, para 35,9% no ensino presencial em 2020; e de 35%, em 2019, para 40%, no ensino à distância, em 2020.
Os dados integram a nova edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, lançado em julho. Além das dificuldades técnicas,o quadro econômico também pesou para os estudantes.
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Segundo o pró-reitor de Gestão e Planejamento do Cesmac, João Sampaio Neto, foi alto o número de inadimplentes em 2021. “A pandemia impactou fortemente nas instituições de ensino privadas de todo o País. Além da forte evasão e inadimplência alta, muitos investimentos foram feitos em caráter de urgência”, diz Sampaio. “Impactou ainda em mudanças conceituais em relação ao processo de ensino e aprendizagem, criando a necessidade de promover inovações pedagógicas e em novas formas de utilização de ferramentas tecnológicas”, destaca também o pró-reitor.
Contudo, mesmo com as dificuldades agudas do período, o gestor afirma que os profissionais vinculados ao Ensino Superior privado foram poupados de demissões em massa, ao contrário de outros setores. “Conseguimos preservar a totalidade de empregos de funcionários e professores, sendo essa uma das maiores preocupações da nossa Diretoria. Para tanto, contamos com a compreensão do momento de dificuldade e a colaboração dos respectivos sindicatos, selando acordos que garantiram a estabilidade empregatícia por esse período”, conta João Sampaio. lr
* Sob supervisão da editoria de Cidades.