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Testemunha contra Gerson J�nior desaparece

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GILVAN FERREIRA MARCOS RODRIGUES A testemunha sumiu. O ex-funcionário do agropecuarista Gerson Lopes de Albuquerque que denunciou o possível esconderijo do fazendeiro Gerson Lopes Júnior, assassino confesso do estudante Márcio Edsandro Correia, desapareceu depois de prestar depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT). A testemunha ? que por medida de segurança não pôde ter o seu nome revelado ? disse que, por volta da meia-noite da última terça-feira, observou Gerson Júnior saindo com um capuz na cabeça da Vila José Paulino, em Atalaia, acompanhado de seu tio, o prefeito do município, José Lopes de Albuquerque, o Zé de Pedrinho. Segundo a testemunha, Gerson Júnior e o tio prefeito se deslocavam em direção à Fazenda São Salvador, de propriedade de Gerson Lopes de Albuquerque. Além de revelar o local onde Gerson Júnior estaria escondido, a testemunha denunciou à Comissão da Assembléia crimes supostamente, praticados por Gerson Lopes de Albuquerque e Gerson Júnior, inclusive mortes e ameaças a trabalhadores rurais. Proteção Depois do depoimento, a testemunha, que pediu para ser incluída no Programa de Proteção às Testemunhas do Ministério da Justiça, foi levada por um funcionário do gabinete do deputado Paulão até a residência de uma tia, em Maceió. A testemunha iria prestar depoimento ontem ao diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), mas não compareceu ao local. Ao retornar à residência da tia, o funcionário do deputado Paulão foi informado de que a testemunha havia deixado a casa e não teria informado para onde iria. A tia da testemunha disse que não poderia aceitá-lo em sua residência, pois poderia ser vítima de vingança das pessoas que ele tinha denunciado. Contato O diretor do departamento de Polícia do Interior (Depin), Mário Jorge Marinho, disse que o procedimento utilizado para ouvir o depoimento da testemunha foi equivocado e teria atrapalhado as investigações. Mário Jorge disse que a polícia tem informações de que a testemunha entrou em contato com uma pessoa que recebeu a orientação de repassar as informações para a polícia. Para o deputado estadual Francisco Tenório (PPS), o depoimento da testemunha ?faz parte de interesses políticos?. Ele também considerou equivocada a condução do presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Paulão. ?O deputado deveria ter articulado melhor o depoimento. Tudo aconteceu sem ninguém saber. Além disso, ele não foi levado a nenhuma autoridade policial?, disse Tenório, aliado político do prefeito de Atalaia. Prefeito Já o prefeito José Lopes de Albuquerque afirmou, por intermédio de sua assessoria, que as informações da testemunha são inverídicas, principalmente porque ele é adversário político de seu irmão. ?Acredito que esse ex-empregado seja a mesma pessoa que, há alguns anos, também em período eleitoral, foi utilizada com a mesma finalidade de divulgar notícias mentirosas?, disse Zé de Pedrinho.

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