Cidades
DELEGADA É DESIGNADA PARA CASO DE ABUSO DENUNCIADO POR INFLUENCER
Entidade que acolhe vítimas de violência cobrou justiça para mulher que diz ter sido dopada e violentada
A Delegacia Geral de Polícia Civil designou Maria Angelita como delegada especial para investigar a denúncia da influencer digital Eduarda Martins de que sofreu abuso sexual. Ela aponta como autor um turista de Brasília. Dessa forma, o caso passa a ser oficialmente investigado pela Polícia Civil.
Segundo publicação da Polícia Civil nas redes sociais, a influencer Eduarda Martins registrou uma ocorrência, relatando ter sofrido abuso sexual em um apartamento na Jatiúca na última quinta-feira (30).
Ontem, a AME - entidade que acolhe mulheres vítimas de violência - havia cobrado justiça para o caso e reforçou que as imagens dos locais onde os dois se encontraram (bar da orla de Maceió e prédio na Jatiúca) são importantes para elucidação.
“No nosso entendimento, como ocorreu um flagrante, porque os pertences dela ainda estavam na localidade do crime e o agressor ainda estava lá, deveria ter sido feito no mínimo a condução do infrator à delegacia para que fosse identificado e fossem instaurados os procedimentos pertinentes”, explicou a advogada Júlia Nunes, presidente da AME.
O CASO
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A influencer digital Eduarda Martins informou, em suas redes sociais, que acordou sem calcinha e com lesões nas partes íntimas, o que a deixou mais assustada.
Eduarda contou - em uma série de publicações em sua rede social, na manhã do dia 31 - que um homem (turista de Brasília) a dopou durante a tarde, enquanto estava em um bar e que acordou no sofá da casa do denunciado, que a colocou em um táxi de volta para casa. Ao chegar a sua residência, notou que alguns pertences pessoais estavam faltando, além de sua roupa íntima. Por conta da insistência do homem em não devolver os objetos, a denunciante voltou ao apartamento na presença da polícia. “Quando cheguei em casa e me dei conta que estava sem calcinha, foi um momento que eu me senti nojenta, eu me senti como se meu corpo tivesse sido invadido. Inclusive, havia lesões nas regiões íntimas. Quando eu deito na cama, sinto como se fosse ele por cima de mim”, disse Eduarda, nas redes sociais, no dia seguinte ao caso.