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Nº 5792
Cidades

Deputado insiste em puni��o para delegado

MARCOS RODRIGUES O deputado Francisco Tenório (PPS), que preside a Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa (ALE), disse ontem que o pedido de punição para o delegado Dalmo Lima está mantido. Tenório disse que considera a manifestação de apoio dos

Por | Edição do dia 28/05/2004 - Matéria atualizada em 28/05/2004 às 00h00

MARCOS RODRIGUES O deputado Francisco Tenório (PPS), que preside a Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa (ALE), disse ontem que o pedido de punição para o delegado Dalmo Lima está mantido. Tenório disse que considera a manifestação de apoio dos delegados ao colega como um gesto “corporativista”. O delegado foi ouvido sobre declarações que deu à imprensa, apontando indícios de relações de políticos com criminosos. “Não retiro o que disse quanto à atitude irresponsável do delegado, que foi maliciosa. Quanto à movimentação dos delegados em seu apoio, vejo como um gesto normal, mas corporativo. Agi da mesma forma quando fui da Associação dos Delegados”, disse Tenório. O deputado lembrou que quando ocupou o cargo, chegou a efetuar a defesa, inclusive, do delegado Dalmo Lima. Pedido Tenório confirmou que a próxima reunião administrativa da Comissão de Segurança vai sustentar a proposta que fez no dia do depoimento do delegado, de recomendar uma punição para o delegado Dalmo Lima. “Acho que cada um de nós nessa história tem que cumprir o seu papel. Os delegados têm que apurar os crimes; o deputado investigar as irregularidades que venham a acontecer. Por isso vou manter a proposta que fiz, de que a comissão recomende a punição para o delegado”, confirmou o deputado Francisco Tenório, afirmando que o delegado Lima “cometeu erros que não combinam com a atividade de um delegado”. “Temos formação jurídica para saber discernir os fatos que cercam uma investigação”, lembrou Tenório. O deputado, que também é delegado, disse entender a pressão sofrida pelo seu colega Dalmo Lima, mas ainda assim considera “importante que exista uma punição”. Desgaste Indagado sobre se a posição da cúpula da Secretaria de Justiça e Defesa Social pode provocar um “desgaste” na relação com o Legislativo, ele disse que não vê essa possibilidade. “O importante é que os delegados saibam que o que está acontecendo aqui não é a tentativa de provocar uma guerra entre Secretaria e Assembléia”, considerou o deputado. O depoimento do delegado Dalmo Lima Lopes à Comissão de Segurança Pública da ALE foi acompanhado por delegados que integram a cúpula da SDS e pelo presidente da Adepol, delegado Antônio Carlos Lessa. O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, também acompanhou o depoimento de Dalmo. Quando foi ouvido pela comissão, Lisboa havia isentado o delegado Lima de culpa. Mas a situação se inverteu no Legislativo.

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