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Tio de Gerson J�nior se re�ne com governador

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ODILON RIOS O prefeito de Atalaia, José Lopes de Albuquerque, o Zé de Pedrinho ? tio do agropecuarista Gerson Lopes Júnior, assassino confesso do estudante Márcio Edsandro ? esteve ontem no Palácio dos Martírios em um encontro a portas fechadas com o governador em exercício, Luis Abílio. O prefeito foi acompanhado pelo deputado estadual Francisco Tenório (PPS). Segundo Tenório, Zé de Pedrinho foi ao Palácio para conversar sobre ?assuntos administrativos?, problemas enfrentados pela cidade como a restauração de uma casa de cultura, os royalties que o Estado deve à cidade desde 2002 e não vêm sendo repassados pela Secretaria da Fazenda, além de outras questões da própria cidade. ?Não foi falado nada a respeito do depoimento da testemunha?, garantiu o deputado. ?A testemunha? a que Tenório se referiu é um trabalhador rural - ex-empregado de Gerson Lopes de Albuquerque, pai de Júnior - que denunciou, na imprensa, a participação de Zé do Pedrinho, que teria escondido Gerson Júnior em sua casa. Depois do depoimento, a testemunha sumiu. O pai do acusado, Gerson Lopes de Albuquerque, foi preso por porte ilegal de arma e responde a outros 19 processos na Justiça. A testemunha denunciou maus-tratos na fazenda do pai de Gerson Júnior (onde trabalhou) e o aspecto violento de pai e filho. ?Problemas políticos? A GAZETA telefonou para o prefeito de Atalaia e Zé de Pedrinho apresentou a mesma versão do deputado: a de que teria procurado o governador para falar sobre ?assuntos administrativos? da cidade. ?Esse assunto da testemunha não foi nem tratado. O vice-governador do Estado não se incomoda com uma coisa como essa?, disse o prefeito. Ainda sobre as denúncias de que teria ajudado a esconder seu sobrinho no interior do Estado, Zé de Pedrinho limitou-se a dizer que o problema foi criado por seus adversários políticos, que perderam as últimas eleições para prefeito e estavam insatisfeitos com sua administração. ?Esse cidadão que falou na TV foi o mesmo que em 2000 se juntou aos meus opositores para agir de má-fé contra mim?, finalizou o prefeito, dizendo que espera o resultado das investigações da Secretaria de Defesa Social. Investigação O desaparecimento da testemunha ainda está sendo investigado pela polícia. A definição sobre o caso só virá à tona na semana que vem. De acordo com a assessoria da Secretaria Executiva de Defesa Social, vários depoimentos começaram a ser tomados ainda ontem. Porém, nem os nomes nem o número de pessoas foram revelados à imprensa. O grau de parentesco também não foi repassado. Já os familiares da testemunha ainda não foram ouvidos pela polícia. Todavia, adiantou a assessoria, na semana que vem a família pode ser chamada para falar sobre o caso na Secretaria. Para o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), Mário Jorge Marinho, existe a possibilidade de a testemunha ter desistido de falar com a polícia sobre o caso. ?Não sei se ele é desaparecido. Ele pode ter desistido de falar?. Já as acusações contra o prefeito de Atalaia também serão ?checadas para se avaliar o que fazer?, disse Marinho.

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