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Multas chegam a R$ 6 mil

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As multas pelas violações detectadas na fazenda de Gerson Lopes podem chegar a R$ 6 mil e, segundo os auditores, como se trata de trabalho rural, a penalidade é aplicada per capita; ou seja, por empregado em situação irregular. Segundo o delegado regional do Trabalho em Alagoas, Ricardo Coelho, apesar do número insuficiente de fiscais auditores, a operação deve se estender a outros imóveis rurais de propriedade de Gérson. A escassez de fiscais foi um dos motivos da paralisação realizada esta semana pela categoria, para cobrar realização de concurso público para contratação de pessoal. Em Alagoas existem apenas nove fiscais na área trabalhista e cinco na de segurança para cobrir todas as empresas e propriedades rurais. Para confirmar se a notificação deixada ontem foi cumprida, por exemplo, os fiscais marcaram retorno à Fazenda Boa Sorte para a próxima quarta-feira, o que implicou em desmarcar uma outra operação, que seria realizada em Arapiraca. Essa segunda vistoria tem o objetivo de conferir se as exigências relacionadas no auto de notificação expedido ontem foram cumpridas por Gerson Lopes dentro do prazo estabelecido. Violações Da sede da Boa Sorte, os fiscais, acompanhados da PRF e da PM, seguiram com o administrador da fazenda para as frentes de serviço, dentro dos canaviais. Lá flagraram mais violações à Lei trabalhista. O trabalhador rural Valdir da Silva confessou que também não é registrado pelo dono da fazenda, apesar de estar na propriedade desde fevereiro. O auditor fiscal Marcos Floriano indagou se havia aplicação de defensivos agrícolas. Silva confirmou, mas disse que no momento isso não estava acontecendo. ?Mas, a gente usa equipamento; a gente compra as botas e as luvas?, informou. O fiscal do Trabalho, porém, identificou aí mais uma irregularidade, pois a legislação estabelece que esses itens devem ser entregues pelo patrão; e não adquiridos pelo empregado. No auto de notificação, os fiscais do trabalho anotaram pelo menos cinco violações flagradas na fazenda: além da falta de carteira assinada, pagamentos previstos em lei e dos equipamentos de proteção, o responsável pelos trabalhadores não oferece transporte e nem mesmo água para quem atua no campo.

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