Cidades
DRT notifica fazenda do pai �de Gerson Jr.
FELIPE FARIAS Trabalhadores clandestinos e desrespeito à legislação, como fornecimento de transporte e até de água para os bóias-frias, foram algumas das violações flagradas numa fiscalização realizada, ontem, na Fazenda Boa Sorte, propriedade de Gerson Lopes de Albuquerque, em Atalaia. Albuquerque, pai de Gerson Júnior - assassino confesso do estudante de direito Márcio Edsandro - terá prazo de cinco dias para resolver as pendências, segundo a notificação aplicada pelos auditores fiscais do Trabalho (AFTs) responsáveis pela operação. A fiscalização, realizada na Fazenda Boa Sorte, foi desencadeada após denúncias de um trabalhador rural que esta semana procurou a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, dizendo-se ex-empregado de Gerson Albuquerque, e denunciou violações da lei, maus-tratos e exploração de trabalho escravo. Os cinco auditores fiscais responsáveis pela vistoria são dos setores Trabalhista e de Segurança da DRT de Alagoas. Eles foram escoltados por uma equipe da Polícia Rodoviária Federal e por uma guarnição da 4ª Companhia Independente da PM, com sede em Atalaia. Irregularidades A equipe dirigiu-se inicialmente à sede da fazenda, situada às margens da rodovia AL-250, que dá acesso a Capela. Segundo os auditores, o objetivo era colher depoimentos dos próprios moradores e de trabalhadores rurais, que comprovassem ou não a denúncia. No primeiro grupo abordado, os auditores confirmaram uma irregularidade: José Rubens Marciliano da Silva, 29 anos, confessou que trabalha como vigilante da casa do proprietário, mas não tinha carteira assinada, nem direito a folgas. ?A gente trabalha de domingo a domingo?, confirmou, ao ser perguntado pelos AFTs. O auditor Gilberto Vasconcelos disse que o trabalhador também não recebe adicional noturno; o que implica em mais uma violação trabalhista.