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PRIMEIRA SEMANA DO ANO REGISTRA CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Na última terça-feira (4), o corpo de uma mulher foi encontrado com sinais de violência em Maceió

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Imagem ilustrativa da imagem PRIMEIRA SEMANA DO ANO REGISTRA CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER
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Alagoas registrou casos de violência contra a mulher já na primeira semana de 2022. Segundo o relatório do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp), foram contabilizados, tanto na capital quanto no interior, pelo menos dez casos nos últimos dias, porém, a quantidade pode ser ainda maior, visto que alguns casos de agressão podem não ter sido denunciados pelas vítimas.

No dia 1°, um homem de 44 anos foi detido após ser denunciado por ameaça e descumprimento de Medida Protetiva contra a ex-companheira. Ele também a teria agredido. O caso aconteceu na Rua Sete de Setembro, no município de Inhapi, no interior de Alagoas.

No mesmo dia, na cidade de Major Izidoro, um jovem de 26 anos foi preso por invadir a casa de uma mulher e agredi-la. Não foi divulgado, no entanto, se eles eram um casal. Já no Benedito Bentes, na parte alta de Maceió, uma mulher de 24 anos de idade foi agredida pelo próprio irmão. O caso aconteceu no último dia 2. O suspeito foi preso.

De acordo com a Polícia Militar (PM), acionada para a ocorrência, apesar do fato, não há informações do que teria causado a briga entre os envolvidos, que precisaram ser levados para a Central de Flagrantes I, no Farol, onde o irmão da vítima foi autuado com base na Lei Maria da Penha. Ainda na capital, um caso chocou a população.

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A jovem Graziela Thalita Pereira, de 21 anos, foi encontrada morta, coberta por tijolos, em uma casa no bairro do Jacintinho, na última terça-feira (4). A jovem sofreu um trauma no lado direito da face, que produziu uma fratura na mandíbula e um traumatismo na base do crânio, o que a levou à morte. O crime teria sido praticado por um homem que desejava ter um relacionamento amoroso com a vítima. Antes de matá-la, ele a teria agredido. O suspeito foi preso após diligências da polícia.

MARIA DA PENHA

As vítimas de violência contam com o apoio da patrulha Maria da Penha. O trabalho é feito diariamente, das 7h às 19h. A equipe é formada por policiais, sendo eles divididos nas guarnições e na parte administrativa. “As mulheres têm conversado e dito que se sentem mais seguras quando veem a viatura fazendo a ronda ou quando veem a prisão sendo feita. Elas se sentem mais confiantes”, destacou a tenente Priscila Cavalcante Ainda segundo a policial, mesmo com a pandemia, a patrulha não deixa de visitar as assistidas. “Procuramos não entrar no imóvel. Conversamos com a vítima geralmente da calçada e fazemos também a ronda no entorno da casa”.

JUIZADO NO AGRESTE

A Patrulha Maria da Penha conta com uma sala dentro do Juizado da Mulher, em Arapiraca. O espaço foi inaugurado no dia 31 de agosto de 2020 pelo até então presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Tutmés Airan. O objetivo, no entanto, é agilizar os atendimentos, possibilitando a atuação dos policiais no momento da concessão da medida protetiva.

“Funcionamos dentro do Juizado, o que facilita muito o contato. Nós temos a Defensoria Pública perto e o juiz também. Então, tudo isso facilita esse contato e essa rede de apoio”, reforçou a tenente Priscila. O Juizado da Mulher de Arapiraca fica na rua Samaritana, 160, no Complexo Integrado de Justiça Especializada, no bairro Santa Edwirges.

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