Cidades
‘NÃO É HORA DE RELAXAR’, ALERTA INFECTOLOGISTA SOBRE INFLUENZA E COVID
Diante do aumento dos casos de coinfecção, médica explica quando é o momento de procurar ajuda para evitar complicações à saúde
Gripe, resfriado, Covid-19, Influenza. Com a pandemia do novo coronavírus e aumento de casos de síndromes gripais, essas palavras passaram a soar comum para a maioria das pessoas. Recentemente, outro vocábulo também foi incorporado no vocabulário dos brasileiros: ‘flurona’, termo utilizado para descrever o caso de pessoas que apresentam Covid-19 e Influenza ao mesmo tempo. Com a circulação dos dois vírus de transmissão respiratória e registros de coinfecção, infectologista que o momento é de cautela e cuidados.
As medidas de proteção contra essas doenças, estejam juntas ou separadas, são as mesmas. A infectologista do Sistema Hapvida Silvia Fonseca orienta sobre o que fazer para evitar o contágio.
“Manter o distanciamento social e evitar aglomerações, usar álcool em gel, lavar as mãos frequentemente e não se esquecer da máscara, que deve ser trocada a cada duas ou três horas”, destaca.
A atualização do cartão de vacinação é fundamental para a proteção. “No caso da Covid-19, é essencial completar o esquema vacinal, inclusive com a dose de reforço, responsável por ampliar a resposta imune, aumentado a quantidade de anticorpos circulantes no organismo”, complementa a médica.
A especialista também chama atenção para a importância da imunização de crianças, não apenas para a Covid-19, como também para as outras doenças para as quais já existem vacinas, tanto na rede pública quanto na rede privada.
“É primordial manter a carteirinha de vacinação da criança atualizada. Lembrando que as crianças estão mais suscetíveis a ter quadros mais graves de Influenza, e o quadro clínico pode evoluir de maneira mais preocupante para uma otite ou até pneumonia”, diz a médica.
Em termos de manifestação clínica, tanto o vírus da Influenza quanto o coronavírus podem provocar sintomas, como dor de garganta, dor no corpo, espirro, tosse e mal-estar. “Se o paciente apresentar esses sintomas, a recomendação é que faça o tratamento em casa e evite contato com outras pessoas. Em casos de faltar de ar, cansaço e febre persistente, a orientação é procurar uma unidade de saúde. Não é hora de relaxar. O cuidado protege você, sua família e todos nós”, orienta.