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AL est� na rota do tr�fico de animais silvestres

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DORGIVAL JUNIOR A possível inclusão do Estado de Alagoas na rota do tráfico de animais e aves silvestres está deixando em alerta as autoridades públicas responsáveis pela defesa da fauna brasileira. O problema vem se tornando constante em todo o País, onde inúmeras espécimes capturadas em seu hábitat são comercializadas em várias partes do mundo. De acordo com autoridades ambientais, o número de animais e aves silvestres mortos após o processo de captura é alto. Colocados em cubículos e em condições precárias, poucos são os espécimes que chegam com vida ao ponto final de comércio. Comércio ilegal Segundo o capitão Luiz Fidelis, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, Alagoas já se encontra no meio da rota regional do tráfico de animais que circula entre os estados de Pernambuco e Bahia. Para coibir o comércio ilegal, o Batalhão Ambiental vem intensificando a fiscalização via terrestre em ônibus intermunicipais e interestaduais, além de veículos que fazem o transporte complementar de passageiros. Ele informou, ainda, que nestas operações são encontradas, na maioria das vezes, aves e pássaros da fauna regional, além de alguns animais como macacos, gatos-do-mato e até tatus, entre outras espécies. ?Alagoas está no centro desta rota. Para executar este trabalho, usamos postos da PM localizados próximo à divisa com outros estados. Neste trabalho é usado o serviço de inteligência da polícia?, frisou o oficial. Via aérea Para coibir o possível tráfico de animais via aérea, o Ibama, através do Departamento de Fiscalização, está colocando em operação, nos próximos 30 dias, um posto de fiscalização que atuará no Aeroporto Zumbi dos Palmares. Segundo o diretor de Fiscalização do Ibama, Eduardo Toledo, o contato com a Infraero já está sendo efetuado. Para a execução do trabalho, os fiscais do órgão receberão treinamento especial, com o apoio da Polícia Federal. ?Alagoas ainda não tem um posto que possa fiscalizar e coibir o tráfico de animais para outros estados e até outros países, via aeroporto. As pessoas que praticam este tipo de crime ambiental utilizam inúmeras formas para burlar a fiscalização e embarcar sem maiores problemas. Muitas vezes, os animais chegam a ser acomodados dentro de tubos de PVC com ventilação precária?, frisou Eduardo Toledo, acrescentando que entre as técnicas que serão usadas pelo Ibama para coibir o tráfico está o monitoramento de vôos que possam pertencer a possíveis rotas usadas para o contrabando de animais. ?Estamos, dentro do possível, intensificando as ações de combate ao tráfico de animais e aves silvestres?, destacou Eduardo Toledo, alegando que as pessoas que são pegas em flagrante praticando o crime ambiental raramente revelam onde os animais e aves foram capturados ou o nome de possíveis receptores. O apoio da Polícia Ambiental e até da Polícia Federal é considerado pelo Ibama como de fundamental importância, já que o órgão só tem ação administrativa para aplicar multas e recolher os animais e aves usados no tráfico. Um posto de fiscalização também será montado no Porto de Maceió.

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