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Macei� busca novos �caminhos para crescer

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BLEINE OLIVEIRA Com uma população estimada em 900 mil habitantes e a quarta maior densidade demográfica do Brasil, perde apenas para o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, Maceió está num momento de impasse em relação a seu crescimento urbano. Muita gente se questiona sobre os caminhos da expansão imobiliária, tentando achar um novo espaço para o desenvolvimento habitacional da cidade. Depois de crescer para os tabuleiros, com a ocupação de áreas como a Santa Amélia e a Avenida Durval de Góes Monteiro, Maceió se volta para o espaço existente na direção do Litoral (Norte e Sul). Mas essas são áreas destinadas à elite econômica e à classe média alta. Os especialistas do setor imobiliário avaliam que a classe média e média baixa têm poucas opções para se expandir, e por isso a saída é voltar a ocupar áreas como o Farol, Centro e Jaraguá, esta última, origem da capital alagoana. A decisão do governo de trazer para o Centro a maior parte dos órgãos da administração estadual, criando o que já está definido como Centro Administrativo, abre a perspectiva de ocupação daquela área também como moradia. O vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, engenheiro Marcos Fireman, é um dos que apostam na revitalização do Centro e em sua ocupação também como espaço residencial. Ele lembra que o próprio governo federal começou a sinalizar nessa direção, admitindo investir na requalificação de áreas ditas comerciais com a criação de moradias, de modo a reduzir o déficit de habitação do país. ?O que precisamos é resolver os problemas que lá existem, como falta de água, de saneamento, iluminação, segurança, garantindo toda infra-estrutura para tornar o Centro uma área atrativa para os consumidores, e eficiente para seus moradores? ? declara Fireman. Empresário da construção civil alagoana, ele lembra as grandes cidades do mundo onde convivem harmonicamente o comércio e a moradia. Por isso, acredita que se forem feitos investimentos, o Centro de Maceió poderá se tornar num espaço agradável e atrativo turístico. A mesma avaliação faz o arquiteto Gilvan Rodrigues, especialista em urbanismo, e professor do curso de arquitetura do Cesmac. Na avaliação dele, a expansão imobiliária em Maceió vai ocorrer na direção dos poucos espaços ainda disponíveis e de áreas subutilizadas, como o Centro e Jaraguá. Aliás, lembra Gilvan, Jaraguá não se consolidou como área de turismo justamente por não ter recebido investimentos que levassem à materialização de uma cultura de vida urbana, ou seja, moradias, pequenas mercearias ou bodegas, etc.

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