Cidades
ALAGOAS TEM 5º MAIOR ÍNDICE DE TESTES POSITIVOS PARA COVID DO BRASIL
Levantamento de testes feitos em farmácias mostra alto índice de resultados positivos em AL
De cada 100 testes para Covid-19 realizados nas farmácias de Alagoas, entre os dias 10 e 16 deste mês, 59 deram positivo. Esse é o resultado de um levantamento divulgado ontem pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O índice de 59% para positivos registrado em Alagoas é o 5º maior do Brasil.
Em todo o País, o levantamento aponta que o índice de positivos para Covid-19 subiu para 41,8% nos testes de farmácias. Todos os estados brasileiros tiveram índices de positivados maior que 30%. Roraima lidera o ranking com 70%, seguido pelo Acre com 66%, Ceará (63%), Mato Grosso (61%) e Alagoas (59%). Completam a lista dos estados com índice acima de 50% o Rio Grande do Norte (59%), Maranhão (57%), Amapá (53%), Mato Grosso do Sul (53%) e Bahia (51%).
Em Alagoas, o índice de positivados está alto nos testes realizados em farmácias e em testes RT-PCR, feitos na rede pública. O boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de ontem aponta que, dos 676 testes feitos terça-feira (18), 439 deram positivo, ou seja, 64,9%.
O levantamento da Abrafarma foi feito em parceria com a plataforma ClinicarX e indica que, das 558.647 pessoas que fizeram o exame, 233.537 estavam com o vírus. O número é o maior da série: supera março de 2021, que teve 27% de positivos. O período entre 27 de dezembro de 2021 e 2 de janeiro registrou índice de 33,3%.
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Segundo a Abrafarma, a tendência é que esse número continue a subir nos próximos dias. Se for levado em consideração o período de 3 a 16 de janeiro, foram quase 400 mil testes positivos em farmácias de todo o país (número equivale a pouco menos do triplo do valor total de dezembro e quase oito vezes mais que em novembro).
Os números da Abrafarma não apontam qual é a variante responsável pelas infecções, já que os testes são desenvolvidos para identificar o coronavírus, e não suas cepas. Apesar disso, outros dados apontam que a Ômicron já causa recordes pelo mundo e se tornou a cepa predominante no Brasil.