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Tr�nsito fica ca�tico nas ruas de Macei�
FÁTIMA ALMEIDA FÁBIA ASSUMPÇÃO Os transtornos gerados pelas águas da chuva deixaram parte da população de Maceió sem transporte durante o dia de ontem. Esperar por um ônibus, de qualquer linha, transformou-se num exercício de paciência e muitos tiveram mesmo que recorrer a carona ou encarar longos percursos a pé. Na via principal de acesso ao Conjunto Salvador Lyra, no Tabuleiro, o asfalto cedeu com a pressão das águas acumuladas do Açude da Coca-Cola. Máquinas foram colocadas no local para abrir uma vala de um lado a outro da pista, para escoamento das águas. A comunidade ficou sem transporte. Próximo ao loteamento Acauã, o ônibus 6105, da empresa Massayó, que faz a linha Graciliano Ramos/Centro tombou ao cair num buraco aberto no corredor de transporte. O veículo não virou totalmente porque os moradores escoraram com uma tora de madeira, mas a passagem de outros ônibus ficou inviabilizada. No Cleto Marques Luz, o ônibus 1409 da Real Alagoas encalhou em um buraco e permaneceu no local por várias horas, sem condições de ser removido. Os conjuntos Osman Loureiro e Rosane Collor também ficaram sem transporte. Os ônibus da São Francisco que fazem linha nas duas localidades tiveram que parar, por falta de condições de acesso. Desde o trecho do PM Box até o Osman, foi transformado num alagado só. Mesmo para quem saiu de carro, o tráfego em trechos do centro e na parte alta da cidade se transformou numa verdadeira aventura, de final incerto. Ninguém sabia se conseguiria chegar e muita gente teve que pegar atalhos ou fazer desvios para encontrar acesso ao caminho de casa ou do trabalho. Na Avenida Durval de Góes Monteiro, o alagamento de um trecho da pista próximo à entrada do Distrito Industrial Luiz Cavalcante provocou um congestionamento de mais de cinco quilômetros. Situação agravada com o alagamento na Via-Expressa. Na BR-316, no caminho para Satuba, um novo alagamento na altura da entrada do Clima Bom. Sem ter como escapar das inundações, os motoristas tentavam escapar dos congestionamentos, usando os canteiros. Ambulâncias e carros andavam pela contramão. Alguns acabaram ficando no meio do caminho atolado ou por causa de defeitos mecânicos no carro. No entroncamento da Polícia Rodoviária Federal, o caos era total. Os motoristas chegaram a passar mais de duas horas presos no congestionamento. O trânsito só começou a andar com a diminuição das chuvas e quando os patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal decidiram agir para organizar o fluxo dos veículos. Nem no Centro da cidade as ruas alagadas afastaram os consumidores e muitos funcionários não foram ao trabalho. Até os ambulantes desapareceram do comércio. Vários semáforos ficaram apagados durante todo o dia, exigindo maior atenção dos motoristas.