Cidades
�nibus despenca em ribanceira, mata seis e fere 10 trabalhadores
ODILON RIOS As chuvas que caíram desde segunda-feira em vários municípios alagoanos provocaram transtornos e tragédias. Um ônibus que transportava trabalhadores rurais ficou desgovernado e capotou em uma estrada de difícil acesso, no meio de um canavial, na Fazenda Sossego, município de Paripueira. Dez pessoas ficaram feridas e deram entrada na Unidade de Emergência Armando Lages. Porém, seis trabalhadores não sobreviveram aos ferimentos. Cinco deles morreram no local. Um dos corpos, de aproximadamente 30 anos, não havia sido identificado até o início da noite de ontem. As vítimas também demoraram a ser transladadas para o Instituto Médico Legal, em Maceió. Morreram no local do acidente João Severino Santana, 50, Cícero José dos Santos, 35, Josenaldo Vieira dos Santos, 30, Benedito Batista da Silva Filho, 38, e Maria Quitéria dos Santos, 30. Eles eram apontados, um a um, por ?Ciço? Caetano, 75, trabalhador rural: ?Ali tá a Quitéria, depois o Ciço Véio, o Benedito, o Tanhenga e o Gordinho?. Segundo Caetano, ele tomava café quando ?ouviu um estrondo? perto de casa. Era o ônibus da empresa Mar e Terra, de número 016, que rolava oito metros ribanceira abaixo, nos canaviais. Dez pessoas estavam internadas na Unidade de Emergência vítimas do acidente até o final da tarde de ontem. Maria Heloísa Silva, 39, José Luciano da Hora, 38, Antônio Valeriano Santos, 60, Cícero Luiz dos Santos, 37, Luiz Rosa Lima, 70, Maria Cícera Silva, 30, Antônio Martiniano Santos, 33, Maria Lucena Silva, 39, e Cláudia Maria Conceição, 37. De acordo com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), não se sabe quantos trabalhadores rurais estavam no ônibus ou qual o destino do veículo. No relato policial, o horário do acidente foi registrado entre 6h20 e 6h40. O acesso à estrada era difícil. Lama e buracos obrigavam manobras mais lentas no local. Até as nove horas da manhã, os corpos dos trabalhadores se misturavam à lama e à água da chuva, cobertos por uma lona preta, esperando a viatura do IML. Ambulâncias que foram prestar socorro às vítimas também m encalharam na estrada. A AL-101 Norte, que dá acesso ao local do acidente, apresentava problemas comuns em dias de chuva. O barro que escorria dos canaviais invadia a pista e exigia dos motoristas atenção e habilidade redobradas para evitar acidentes. Levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostrava que os estragos da chuva eram maiores na capital alagoana. Duas barreiras caíram na BR-101, no município de Atalaia; três árvores caíram na BR- 316, no Tabuleiro dos Martins e no Distrito Industrial, no Tabuleiro, a água ainda invadia a pista, até o fechamento desta edição. Em nenhum desses casos houve vítimas fatais.