Cidades
Educadores fazem manifesta��o para lembrar morte de Bandeira
BLEINE OLIVEIRA Mais que uma vítima de administradores desonestos, o professor Paulo Bandeira foi assassinado por defender a correta aplicação dos recursos públicos. É com essa avaliação que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), promove hoje, às 9h, em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Alagoas), um ato público para lembrar o primeiro ano da morte do professor. No dia 4 de junho do ano passado, o corpo de Bandeira foi localizado pela Polícia, carbonizado, num canavial próximo ao município de Satuba. Alguns meses antes, o professor havia denunciado irregularidades na aplicação das verbas do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) naquele município. O acusado pela morte de Paulo Bandeira é o prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes. ?Estaremos relembrando o episódio para que a sociedade alagoana não esqueça por que ele morreu? ? disse a presidenta do Sinteal, Girlene Lázaro. Para ela, o assassinato atinge todos aqueles que lutam pela correta e transparente aplicação do dinheiro público. Após o ato, os manifestantes seguirão até a sede do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) para pedir que o processo que visa punir os acusados pela morte do professor não seja interrompido ou paralisado. ?Reconhecemos os avanços, mas não podemos permitir que a morte dele caia no esquecimento? ? acrescentou a sindicalista. Defesa O Sinteal vai entregar ao presidente do TJ, Geraldo Tenório, um documento com posições em defesa da educação, mostrando que o professor Paulo Bandeira é um exemplo da luta em defesa de um ensino público de qualidade. O sindicato quer ainda lembrar o assassinato numa audiência pública que está pedindo ao presidente da Assembléia Legislativa, Celso Luiz, para discutir a situação da Educação em Alagoas. Problemas como irregularidades no programa de merenda escolar e a falta de professores, que compromete o ano letivo em muitas escolas estaduais, são temas que a entidade quer discutir, relacionando esses fatos ao professor Paulo Bandeira e suas denúncias sobre malversação das verbas do Fundef. A morte dele será lembrada ainda durante missa de um ano que a família manda celebrar na próxima segunda-feira, 7, na capela do Colégio Marista, onde o professor também atuava.