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Cidades

Defesa Civil tenta remover morador de grota

GILVAN FERREIRA FÁTIMA ALMEIDA Equipes da Comissão Estadual de Defesa Civil iniciaram ontem à noite operação de retirada de várias famílias que ocupavam uma área de risco, entre a favela Santa Helena (Chã de Jaqueira) e a Chã Nova. Os técnicos da Defesa

Por | Edição do dia 05/06/2004 - Matéria atualizada em 05/06/2004 às 00h00

GILVAN FERREIRA FÁTIMA ALMEIDA Equipes da Comissão Estadual de Defesa Civil iniciaram ontem à noite operação de retirada de várias famílias que ocupavam uma área de risco, entre a favela Santa Helena (Chã de Jaqueira) e a Chã Nova. Os técnicos da Defesa Civil decidiram retirar as famílias depois que constaram o surgimento de uma fenda em uma barreira próxima a vários barracos. Segundo os moradores, a extensão da fenda na terra atinge várias casas da Rua São José, conhecida como Monte Alegre, e que fica acima da grota onde dois deslizamentos provocaram a morte de sete pessoas. Na casa da doméstica Cícera Rodrigues de Matos, dois cômodos usados como cozinha e quarto foram desocupados porque estão com rachaduras no chão e nas paredes. Até o solo do quintal, já de frente para a ribanceira, apresenta diversas rachaduras menores. Prejuízos A Comissão de Defesa Civil do Município encaminhou ontem para Brasília o relatório de Avaliação dos Danos (Avadan) causados pelas chuvas, para sensibilizar o governo federal a mandar ajuda financeira para Maceió. Os prejuízos na capital foram calculados em cerca de R$ 12,5 milhões, segundo informou o coordenador da comissão, Galvacy de Assis. Pelo relatório, as chuvas deixaram 2.100 pessoas desalojadas; 1.090 desabrigadas e 530 pessoas deslocadas (levadas para a casa de familiares ou amigos). Houve 30 vítimas fatais até ontem e 12 pessoas gravemente feridas. Outras 45 estão levemente feridas e 32 internadas. Ainda de acordo com o relatório, o total de pessoas que foram de alguma forma afetadas pelas chuvas chegou a 6.333 em todos os bairros da cidade. Galvacy informou que cerca de 200 unidades habitacionais terão de ser reconstruídas. 30ª vítima Ontem pela manhã, uma equipe do Corpo de Bombeiros resgatou o corpo de Emily Laura de Araújo, 11 meses, filha da adolescente Eva Vilma de Araújo, 14 anos, que perdeu os pais no desabamento do barraco em que morava na favela do Ouro Preto. Ela chegou a ficar por mais de uma hora sob os escombros do barraco, mas conseguiu ser resgatada pelos bombeiros. Eva Vilma não conseguiu salvar a filha Emily, que escorregou de seus braços quando o barraco foi destruído pela queda de uma barreira. Emily é a 30ª vítima da tragédia das chuvas.

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