Cidades
Sinteal quer apura��o r�pida do Caso Bandeira
FÁBIA ASSUMPÇÃO O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal) entrou, ontem, no Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (Sinteal), com documento pedindo agilidade no processo que apura o assassinato do professor Paulo Bandeira. O principal suspeito do crime é o prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, que se encontra preso no Presídio Baldomero Cavalcante acusado por outro assassinato no município. Pela manhã, o Sinteal promoveu um ato no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) para lembrar um ano da morte do professor, que contou com a presença da sua ex-mulher, Silene Bandeira, e representantes de entidades de defesa dos Direitos Humanos. A passeata programada até o Tribunal de Justiça acabou não acontecendo. O assassinato do professor repercutiu nacionalmente na época. Depois de dois dias desaparecido, o corpo de Paulo Bandeira foi encontrado no dia 4 de junho de 2003 dentro de seu carro, numa área de canavial em Satuba, totalmente carbonizado. Exames de DNA comprovaram que o corpo era realmente do professor. Desde o início, as suspeitas sobre a autoria do crime recaíram sobre o prefeito Adalberon, uma vez que o professor vinha denunciando desvios de verbas do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) no município. As suspeitas foram reforçadas por uma carta e uma fita gravada pela professor, responsabilizando o prefeito por qualquer coisa que lhe viesse acontecer. Durante o ato no auditório da OAB, parentes, amigos e representantes do Sinteal e das entidades de Defesa dos Direitos Humanos cobraram rapidez no andamento do processo na justiça, para que o principal suspeito do crime possa ser levado a julgamento.