Cidades
COVID TEM PREVALÊNCIA DE 79% ENTRE SÍNDROMES GRIPAIS, APONTA FIOCRUZ
Infogripe confirma Alagoas entre 20 estados com tendência a crescimento nas últimas seis semanas
Boletim InfoGripe Fiocruz divulgado ontem aponta o registro de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com sinal de forte crescimento nas tendências de longo e curto prazos, com prevalência de 79,5% de casos positivos de Sars-CoV-2 (Covid-19). Alagoas aparece entre as 20 unidades federativas com tendência de crescimento.
Quando analisa as capitais, o boletim inclui Maceió entre as 19 capitais com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas epidemiológicas) e uma entre 13 capitais com índice muito alto de transmissão comunitária.
De acordo com o InfoGripe, com o avanço da cobertura vacinal na população adulta, as faixas etárias de 60 anos ou mais (60-69, 70-79, e 80 anos ou mais) voltaram a ser os grupos com maior incidência semanal de óbitos por síndromes gripais com resultado de RT-PCR positivo para SARS-CoV-2, embora não sejam as faixas com maiores índices de infecção.
Alagoas segue a tendência, com pequena variação entre a primeira e a segunda posições. Conforme os boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), as faixas etárias com maiores registros de mortes são, respectivamente, 70 a 79 anos (1.508), 60 a 69 anos (1.505) e 80 anos ou mais (1.201 mortes desde o início da pandemia).
Suspeito de matar ex-companheira em cavalgada em Igreja Nova é preso
Ex-companheiro é condenado por matar professora em Viçosa
Caso Nayane Gaspar: IML conclui exame e aponta causa da morte
Estudante de 13 anos morre após passar mal em escola de Maceió
Ladeira da Moenda é liberada após retirada de poste
VACINAÇÃO
A análise observa a diferença deste momento para os cenários de alta de casos anteriores do ponto de vista das internações e mortes, ressaltando a contribuição decisiva da vacinação para o momento atual.
“Não se pode ignorar que o quadro está piorando, apesar de estar claro que o cenário com a vacinação é muito diferente daquele observado em momentos anteriores mais críticos da pandemia, nos quais se dispunha de muito mais leitos. O que se coloca é que, com a elevadíssima transmissibilidade, mesmo uma proporção muito menor de casos gerando internações em UTI incorre em números expressivos. Pessoas que já receberam a dose de reforço são pouco suscetíveis a essas internações, embora comorbidades graves ou idade avançada possam deixá-las vulneráveis”, esclarece o boletim da Fiocruz.
O levantamento reforça o alerta para a importância da vacinação completa, advertindo para a suscetibilidade a que estão expostas as pessoas não vacinadas.
“Entretanto, há ainda uma proporção da população que não recebeu o reforço e assim fica mais suscetível a formas mais graves da infecção com a Ômicron e, principalmente, há uma parte da população não vacinada, muito mais suscetível. Em pleno verão, são comuns os registros de aglomerações, a negligência com o uso de máscaras de boa qualidade, bem como o desrespeito à necessidade de isolamento por tempo adequado na ocorrência ou suspeita de ocorrência da infecção”, afirma a nota.
Da mesma forma, o estudo chama a atenção para os riscos do afrouxamento das medidas de proteção. “É fundamental empreender esforços para avançar na vacinação e controlar a disseminação da Covid-19, com o endurecimento da obrigatoriedade de uso de máscaras e de passaporte vacinal em locais públicos, e deflagrar campanhas para orientar a população sobre o autoisolamento ao aparecimento de sintomas, evitando, inclusive, a transmissão intradomiciliar”.