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COM 5.124 CASOS EM 24H, AL CHEGA A PICO DA PANDEMIA, DIZ ESPECIALISTA

Número de casos explode e infectologista Fernando Maia aponta avanço da variante Ômicron no Estado

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Imagem ilustrativa da imagem COM 5.124 CASOS EM 24H, AL CHEGA A PICO DA PANDEMIA, DIZ ESPECIALISTA
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O Estado de Alagoas atingiu o pico da pandemia, com explosão de casos confirmados de Covid-19 nos últimos dias, aponta o médico infectologista Fernando Maia. A análise é baseada nos Boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e confirmam, segundo o especialista, as projeções científicas sobre o avanço da variante Ômicron em Alagoas. Na sexta-feira (4), o número de casos confirmados em 24h chegou a 5.174, de acordo com o boletim.

O cenário confirma os prognósticos científicos, que já estimavam, nos primeiros dias do ano, que o pico de casos da Ômicron em Alagoas ocorreria em fevereiro. Na última terça-feira (1º), o infectologista Fernando Maia analisou o atual momento da pandemia em Alagoas e informou que ainda não era possível estabelecer se Alagoas já havia atingido o pico da nova variante. Na sexta-feira, diante dos novos números, ele disse que sim, Alagoas vive o pico do número de casos e não há dúvida quanto ao agente responsável pela vertiginosa alta de infecções.

“Os números mostram a prevalência da Ômicron por aqui também. Em todos os lugares onde a variante chegou, houve uma explosão de casos. Ela tem essa caraterística de ser altamente contagiosa. Onde chega, faz uma explosão de casos”, analisa.

O médico lembrou que os estudos científicos sobre a pandemia haviam previsto este momento. “Projeções do Royal College para Alagoas mostram que o nosso pico de casos deve ocorrer esta semana, até a próxima”, informa, antecipando outra tendência observada em outros países por onde a Ômicron passou. “Esperamos que depois os casos comecem a cair”, comenta.

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Questionado sobre as características dos novos casos de infecção, uma vez que a Sesau confirmou, uma semana atrás, apenas seis casos de Ômicron em Alagoas, ele atribui o baixo número de notificações à falta de testagem para identificação da variante. O médico pondera, no entanto, que pelo que tem sido observado nos outros lugares, logo após atingir o pico, a curva começa a decrescer. “Com certeza, há subnotificação. O comportamento atual dos casos mostra o mesmo padrão da Ômicron em outros lugares. Os casos geralmente caem rapidamente após grande pico”, analisa.

CUIDADOS

O médico alerta a população a redobrar os cuidados preventivos e orienta quem ainda não completou o esquema vacinal a buscar a imunização. “As medidas de contenção são as mesmas que já se sabe: vacinação, máscaras, distanciamento social e higiene das mãos. Mas o mais importante de tudo, agora, é vacinar o maior número de pessoas possível, o mais rápido possível”, alerta o médico infectologista Fernando Maia.

CENÁRIO

Depois de abrir o ano com sequência de zero morte diária por Covid-19, o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde voltou a registrar mortes, com registro diário de cinco nos últimos dez dias, somando 50 óbitos no período.

Esta semana teve dois registros explosivos dos números de casos. Foram 3.475 em 24h na última terça-feira (1º) e o altíssimo número de 5.174 na sexta-feira, somando 8.647 casos em apenas dois dias. De domingo a sexta foram 10.246 novos casos, segundo o boletim. Além disso, Alagoas fechou a semana com 69% de ocupação de leitos do SUS e 81% em Maceió, que se encontra na ‘zona de alerta crítico’, segundo Nota Técnica divulgada na última quinta-feira (3) pela Fundação Oswaldo Cruz.

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