Cidades
Juiz ouve mais oito testemunhas do caso Coruripe
ODILON RIOS Oito testemunhas arroladas pela defesa do policial civil e vereador Jesse James Viana depuseram ontem, no Fórum de Coruripe, no caso da morte do vendedor José Cerqueira e do motorista Majelo da Silva. Ambos foram assassinados em agosto do ano passado e seus corpos encontrados em novembro, no canavial de uma usina, em Coruripe. James e Paulo Cartier estão presos pelos assassinatos. Jesse James, assessor do deputado João Beltrão, responde ainda por furto: foi acusado de fazer uma ligação clandestina (?gato?) em um telefone público próximo à sua casa, em Coruripe. Elizabete Lima Marinho (esposa de Cartier), Márcia Maria Barros Viana (esposa de Jesse James), Djalma Gutemberg Siqueira Brêda (vice-prefeito de Coruripe), Maikon Beltrão (filho de João Beltrão), o deputado estadual Dudu Albuquerque e três delegados (Cícero Torres, Valdir Silva de Carvalho e Marcílio Barenco) foram arrolados, mas não haviam comparecido até o fim da manhã. Dudu Albuquerque, que pode escolher dia e local para depor, não foi a Coruripe. O Departamento de Polícia do Interior (Depin) informou ao juiz do caso, Maurício Brêda, que o delegado Barenco estava de férias no Rio de Janeiro. No próximo dia 5 de julho, mais testemunhas da acusação e defesa serão ouvidas pelo juiz Maurício Brêda. ?Como juiz, tenho de ter imparcialidade?, afirmou o magistrado. Apesar de Barenco ser o delegado que incriminou James no caso da morte do joalheiro e no crime de furto, a estratégia da defesa, ao arrolá-lo como testemunha, é alegar falhas no inquérito. ?Esse inquérito é uma farsa produzida pelo delegado Marcílio Barenco?, disse o advogado de James, José Fragoso. Jesse James disse à GAZETA que Cerqueira, ao contrário do que diz o inquérito, não foi uma das últimas pessoas a se encontrar com ele antes de morrer. Sobre o crime de ?gato? telefônico, Jesse James negou. Sua alegação: ?Eu tenho dois telefones celulares, e quem paga as contas é a Câmara Municipal. Tenho duas linhas telefônicas em minha casa. Não tinha motivo para fazer a ligação de um telefone público para casa?. A polícia acredita que James fez a extensão ilegal porque sabia, ou desconfiava, que seus telefones conhecidos estavam sendo monitorados pela polícia, com autorização da Justiça. Sobre João Beltrão, ele disse que tem ?amizade? por ele, ?como todos os vereadores do município?. Sobre outro caso, a entrega da arma do caso José Joaquim, eletricista morto em 1999 depois de torturado, James justificou que fez a entrega desde 1999 e ?a arma foi devolvida em 2001?. ?Foram ouvidas 16 testemunhas de acusação neste caso do joalheiro e nenhuma falou mal a meu respeito?, resumiu.