Cidades
Adalberon e Cavalcanti, acusados de comandar crimes de repercuss�o
O prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, foi preso sob a acusação de assassinar o assessor parlamentar Jeams Alves e pelo assassinato do professor Paulo Bandeira. O assessor parlamentar foi atingido em dezembro de 2002 por quatro tiros no corpo, mas, mesmo assim, conseguiu chegar em casa e apontou o nome do prefeito como o responsável pela emboscada. Já o professor Paulo Bandeira foi morto em junho do ano passado depois de denunciar desvios na área educacional no município. Em gravações, Bandeira fala que era ameaçado pelo prefeito. Bandeira foi acorrentado no carro que dirigia e queimado vivo. O delegado do 8º Distrito, Arnaldo Soares de Carvalho, também indiciou , em março deste ano, o prefeito de Satuba pela morte da feirante Gizele Suplime dos Santos, crime ocorrido em 1997. A feirante tinha 31 anos quando foi assassinada com um tiro na cabeça. Seu corpo foi encontrado em julho de 1997, parcialmente carbonizado, num canavial no conjunto Benedito Bentes, em Maceió. O delegado, depois da diligências, acusou Adalberon pelo crime porque ela havia discutido com ele. O motivo seria a atuação dos feirantes no município. Na discussão, Adalberon teria feito ameaças a Gizele. O processo estava arquivado quando foi reaberto depois das investigações no caso Paulo Bandeira. Em outro inquérito policial, Adalberon é acusado de agredir dois adolescentes durante a festa da padroeira Nossa Senhora da Guia, no município, em novembro de 2000 No interrogatório, o prefeito admitiu ter segurado um dos adolescentes pelo pescoço, ?para evitar ser agredido com uma pedrada?. Ele desmentiu ser o autor das lesões. Já o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante é um dos condenados pela morte do coordenador-geral de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda Estadual (Sefaz), Sílvio Vianna, emboscado às 19h30 do dia 28 de outubro de 1996, no distrito de Ipioca, quando retornava de sua casa de veraneio, em Barra de Santo Antônio. Cavalcante também cumpre pena por liderar a gangue fardada, uma quadrilha que reunia em seu currículo desde assassinatos por encomenda até desmanche de carros em todo o Estado. A organização ganhou repercussão nacional, principalmente durante as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, que ouviu o depoimento do ex-coronel. Uma CPI dos Grupos de Extermínio foi instalada no Congresso Nacional para investigar a atuação dos grupos de extermínio nordestinos. Cavalcante foi escalado para os depoimentos.