Cidades
Motoristas fazem nova paralisa��o por reajustes
FÁTIMA ALMEIDA Os usuários das linhas de ônibus urbanos cobertas pela empresa Real Alagoas ficaram, mais uma vez, sem transporte durante toda a manhã de ontem. Motoristas e cobradores, que há cerca de 15 dias tinham paralisado os serviços por 8 horas seguidas, voltaram a cruzar os braços em protesto contra o não-cumprimento de compromissos assumidos pelos empresários na negociação anterior. Liderados pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Alagoas (Sintro-AL), eles recolheram os carros à garagem da empresa a partir das 3h da madrugada, e concentraram-se em frente à sede, no Farol, à espera de negociações. Em alguns momentos houve tensão entre os manifestantes e a polícia, mas a Comissão de Direitos Humanos da PM atuou na conciliação dos ânimos e no acompanhamento às negociações entre empresários e trabalhadores, abertas por volta das 11 horas. ?Nada do que ficou acordado na semana passada foi cumprido pelos empresários. Por isso a categoria resolveu paralisar mais uma vez?, justificou Juarez dos Santos, diretor do Sintro-AL. Segundo ele, os trabalhadores tentaram se reunir com os representantes da empresa na segunda-feira, mas não foram recebidos. Na pauta de reivindicações os itens são os mesmos: observância do regime de trabalho de quem opera em carro duplo (carga horária de 7h20/dia) ou carro extra (carga de 16 horas/dia); pagamento de horas extras totais trabalhadas; ressarcimento de multas estabelecidas e dispensadas pela SMTT, descontadas pela empresa nos salários dos trabalhadores. ?Na outra paralisação ficou certo que quem tivesse hora extra a receber deveria passar no setor de pessoal no dia seguinte. Ninguém recebeu. Também ficou acertado que o dinheiro das multas seria devolvido no contracheque de maio, mas ninguém foi ressarcido?, destaca Juarez. Segundo ele, os motoristas que trabalham em regime de carro extra só recebem cinco horas extras, quando fazem cerca de oito por dia. Eles reivindicam, também, o fim da fiscalização oculta, que a empresa prometeu retirar na negociação anterior, e a gratuidade para os trabalhadores da categoria em qualquer circunstância, não só para ir e voltar do trabalho, além da folga corrida após o sexto dia trabalhado.