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Dinheiro para desabrigados s� com projetos

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O secretário nacional de Defesa Civil, coronel Jorge do Carmo Pimentel, fez uma vistoria ontem de manhã nas áreas mais atingidas pelas chuvas em Maceió. Ele assegurou que o Ministério da Integração Nacional dispõe de recursos para ajudar a recuperar os estragos causados pelas chuvas. O secretário advertiu, no entanto, que a liberação do dinheiro depende da prefeitura e do governo do Estado informarem, com detalhamento técnico, todas as obras necessárias, a exemplo do número exato de casas destruídas e a definição de locais para construção de novas moradias. Por isso, o coronel Jorge do Carmo preferiu não estabelecer prazo para que os recursos cheguem ao Estado. O relatório de Avaliação de Danos (Avadan), elaborado pela Comissão Municipal de Defesa Civil, calcula que os prejuízos causados pelas chuvas em Maceió chegaram a R$ 15 milhões. As chuvas destruíram mais de 250 casas, danificaram 2.780, deixando 2.100 desabrigados e 1.090 desalojados, além de terem causados 26 mortes. Sem contar a destruição de muros de arrimos, escadarias e várias obras em execução pela prefeitura. O secretário anunciou que dentro de cinco dias o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, assinará um decreto para que as famílias prejudicadas pelas chuvas possam ser beneficiadas com a liberação do FGTS para reconstrução de casas. A Grota Santa Helena, em Chã de Jaqueira, foi o primeiro local a ser visitado pelo secretário. Ao lado do coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Jadir Ferreira e do prefeito Alberto Sexta-Feira, Jorge Pimentel conheceu a área onde sete pessoas morreram soterradas, após a queda de uma barreira. Ele visitou também o acampamento montado na parte alta da localidade Chã Nova, para abrigar cerca de 50 famílias que ficaram sem casas. O roteiro de visitas do secretário incluiu ainda o Conjunto Rosane Collor, onde a prefeitura está fazendo uma obra de drenagem das águas. Com as chuvas, a barreira ruiu e levou uma escadaria que existia na área e paralisou a obra. A lagoa do Conjunto Graciliano Ramos, cujas águas transbordaram e invadiram centenas de casas, foi outro ponto visitado pela comitiva. A área está agora tomada pelo lixo. Os moradores reclamam que perderam tudo e que não estão tendo assistência do município. A dona de casa Luzinete Viana mora há sete anos perto da lagoa e disse que nunca tinha sofrido com as enchentes. Na terça-feira da semana passada, ás águas invadiram a casa dela, destruindo os móveis. ?Perdi roupas, camas, fogão. Está tudo despedaçado?. Na Grota do Ouro Preto, onde oito pessoas morreram soterradas, o secretário viu de perto o que restou da tragédia ocorrida no local. Apesar de ainda haver riscos de novos deslizamentos, muitos moradores resistem a idéia de sair da área.

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