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Prefeita de Rio Largo fica mais 7 dias no cargo

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GILVAN FERREIRA Depois de onze horas de sessão, o Pleno do Tribunal de Justiça adiou para a próxima terça-feira, dia 15, o final do julgamento da denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra a prefeita de Rio Largo, Maria Eliza Alves (PL). O Ministério Público pediu a abertura de ação penal para investigar uma série de procedimentos supostamente ilícitos praticados pela prefeita. Entre as denúncias estão: utilização de notas fiscais frias, desvio de recursos federais, pagamento de obras em duplicidade, utilização de funcionários públicos do município de Rio Largo para fins privados e contratação irregular de servidores. Maria Eliza é acusada de desviar R$ 2 milhões dos cofres do município. O relator do processo contra a prefeita, desembargador Orlando Manso, citou-a em crime de concurso material. Votação Na primeira parte do julgamento, nove dos 11 desembargadores votaram favoráveis ao pedido de abertura de processo criminal para apurar as denúncias contra a prefeita Maria Eliza Alves. O desembargador Fernando Tourinho se ausentou da votação e o desembargador José Hollanda Ferreira argüiu sua suspeição para participar do julgamento. Ele alegou que, por ter nascido em Rio Largo e conhecer as pessoas envolvidas no processo, evitaria participar do julgamento. Os desembargadores Orlando Manso, Mário Ramalho, Elizabeth Nascimento, Estácio Gama, Humberto Martins, Washington Luiz, Antônio Sapucaia, Alberto Jorge Correia de Barros (juiz convocado) e Geraldo Tenório votaram a favor da abertura de processo penal contra a prefeita Maria Eliza. Depois de concluir a primeira etapa do julgamento do processo, os desembargadores iniciaram a votação do pedido de afastamento de Maria Eliza do cargo de prefeita de Rio Largo, sugerido na decisão do relator Orlando Manso. Dos nove desembargadores que participaram do julgamento, seis votaram a favor do afastamento: Orlando Manso, Elizabeth Nascimento, Estácio Gama, Antônio Sapucaia, Alberto Jorge Correia de Barros e Mário Ramalho. Mas o desembargador Washington Luiz pediu vistas do processo. Isso, embora não possa mais influenciar na votação ? já que a maioria decidiu pelo afastamento ? vai manter a prefeita no cargo por pelo menos uma semana. O final da votação foi adiado para a próxima terça-feira. O juiz convocado Alberto Jorge Correia votou favorável à prisão preventiva de Maria Eliza, mas seu voto não foi acompanhado pelos demais desembargadores. Como seis desembargadores votaram pelo afastamento (a lei faculta a possibilidade de retificação de voto de desembargadores), juristas que acompanham o caso consideram que dificilmente deverá haver mudança na tendência do TJ de afastar Maria Eliza. Terça-feira, os desembargadores Washington Luiz, Humberto Martins e Geraldo Tenório devem concluir a votação. Defesa A prefeita de Rio Largo, Maria Eliza Alves, disse que não queria se pronunciar sobre o julgamento, mas garantiu que continuava ?com a mesma serenidade?. ?Eu gostaria de me pronunciar somente após o final do julgamento do processo pelo Pleno do Tribunal de Justiça. Posso garantir que continuo com a mesma serenidade e a mesma calma que venho mantendo desde do início desse processo. Essa postura faz parte da minha maneira de ser e não vou mudar isso?, declarou Maria Eliza.

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