loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

IDOSOS REPRESENTAM 79,7% DOS MORTOS POR COVID ESTE ANO EM AL

Infectologista diz que redução do número de casos graves é resposta imunológica esperada à vacinação

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem IDOSOS REPRESENTAM 79,7% DOS MORTOS POR COVID ESTE ANO EM AL
-

O número de mortes de idosos pela Covid-19 em Alagoas este ano representa 79,7% do total de 183 óbitos causados pela doença no Estado em 2022, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado diariamente pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Foram 146 vítimas a partir de 60 anos, a maioria na faixa etária de 80 anos ou mais, com registro de 78 mortes, ou 42,62% do total.

Especialista analisa que este é o cenário esperado à medida que a vacinação avança, uma vez que a população mais jovem, com melhor resposta imunológica, apresenta maior resistência à infecção. Isso se reflete, segundo o analista, na redução de casos graves e de mortes.

Após a faixa de 80 anos ou mais, as faixas etárias subsequentes, em registros de mortes por Covid este ano em Alagoas, são idosos com 70 a 79 anos (37) e idosos de 60 a 69 anos, com 31 casos. A faixa etária de 50 a 59 anos registrou 13 óbitos e a de 40 a 49 anos, 12. No período, não foi registrada nenhuma morte por Covid entre pessoas de 20 a 29 anos. Houve seis mortes de alagoanos menores de 20 anos, sendo 4 na faixa de 0 a 10 e duas de 10 a 19 anos.

Para o médico infectologista Fernando Maia, o atual cenário epidemiológico em Alagoas é o reflexo esperado para este momento da pandemia e a consequente resposta imunológica ao avanço da vacinação. “Esse é o perfil de mortes esperado quando você tem grande parte da população vacinada. Os idosos sempre vão ter uma resposta diminuída à vacinação, não só à vacina contra a Covid, mas a qualquer vacina. Então é esperado que a Covid se mostre com mais gravidade nesse grupo de pacientes”, explica.

Shorts Youtube
Play
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca

Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca

Play
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos

Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos

Play
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta

Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta

Play
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos

Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos

Play
Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento

Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento

O médico mostra o outro lado do cenário, com a redução geral do registro de mortes e de casos graves da doença, mesmo com a alta transmissibilidade e do grande número de casos em consequência da variante Ômicron.

“Vemos nitidamente a redução de mortes, de uma maneira geral. Houve uma redução de casos graves e mortes, de uma maneira geral; houve uma redução significativa, substancial, não apenas aqui no Estado, mas em todo o mundo. A gente tem observado isso, e também a redução substancial de mortes entre pessoas mais jovens. Quem está morrendo é quem já tem uma idade mais avançada, que não tem uma resposta boa à vacinação. Isso é o resultado esperado quando a vacina começa a fazer seu efeito. É o que a gente espera, proteger a população de formas graves”, afirma.

A incidência de mortes de pessoas com comorbidades é outro aspecto observável no atual momento da pandemia. Do total de óbitos registrados este ano, 78 pessoas tinham diabetes, apontada como a comorbidade que mais mata por Covid no Estado.

Relacionadas