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M�dicos de planos pedem descredenciamento

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FELIPE FARIAS Médicos que atendem por 14 planos de saúde ligados a empresas ou órgãos públicos em Alagoas começam hoje a se descredenciar, em protesto pela não correção da tabela de honorários. A medida atinge cerca de 20 mil usuários no Estado. Mas o presidente da Comissão de Honorários Médicos da Sociedade de Medicina de Alagoas, Cleber Oliveira, esclarece que o pedido de descredenciamento não implica em suspensão imediata do atendimento. ?Só poderemos suspender o atendimento em trinta dias. Até lá, continuaremos atendendo?. As primeiras especialidades atingidas serão ortopedia e anestesia. ?São aquelas em que há um número menor de profissionais ou que respondem de modo mais rápido às mobilizações. Podemos garantir que, delas, todos os pedidos de descredenciamento vão ser encaminhados amanhã [hoje] mesmo?. Na próxima semana, será a vez de pneumologistas, otorrinos, cardiologistas e dos responsáveis por laboratórios. Os planos atingidos são: Capesaúde, Camed, Geap, Petrobras, Assefaz, Correios, Fassincra, Cassi, Asfal Saúde, Saúde Caixa, OAB, Planassist, Proasa e Sesef. Esses planos são mantidos em regime de autogestão, criados nas próprias empresas ou órgãos, administrados por um dos empregados, mas vinculados a uma administradora, a Unidas. A reivindicação dos médicos que levou à medida é a mesma que há 71 dias paralisou o atendimento nos seguros-saúde Bradesco e Sul América. A categoria reivindica que as administradoras aumentem os valores pagos pelos procedimentos. A última contraproposta apresentada pelos médicos foi de aplicar, em 1º de julho, uma tabela alternativa, com desconto de 20%, que iria aumentando até chegar à tabela plena em em 1º de janeiro de 2005. O preço de uma consulta estabelecido pela CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) é de R$ 42. A contraproposta dos médicos previa que as administradoras desses planos começassem pagando R$ 33,60 em julho próximo, até chegar ao valor pleno em janeiro. ?Hoje eles pagam de R$ 20 a R$ 24 por cada consulta, que tem validade de um mês. Uma gestante, por exemplo, retorna em média quatro vezes nesse período, mas seu obstetra só recebe os R$ 20?. Entretanto, como os médicos que atendem pelos planos têm regime de contrato diferente dos que atendem pelos seguros saúde, a suspensão não pode ser imediata. ?Consta do estatuto que o médico peça o descredenciamento, mas tem de esperar trinta dias para suspender o atendimento. Até lá vamos ter de continuar atendendo?, explicou.

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