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Moradores do Vergel pagam por �gua encanada e reclamam da Casal

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FELIPE FARIAS Os moradores de uma rua e de uma travessa no Vergel estão sendo obrigados a comprar água de uma vizinha porque o fornecimento está suspenso, segundo eles, há dois meses O local é o mesmo atingido há um mês pela água suja e mau cheirosa que saía pelos canos da Casal. O problema foi resolvido na rua José Cavalcante, dizem os moradores; entretanto, na travessa homônima e na rua Boa Esperança; a primeira, transversal, e a outra, paralela, nem água suja está chegando; reclamam. ?Quando fez o conserto na José Cavalcante, a Casal colocou tubulação e contadores em todas as casas aqui da rua. Mas, a água não chega?, revolta-se Maria Quitéria dos Santos, apresentando a fatura no valor de R$ 24, mas sem ter água nas torneiras. ?Se conta chegar a minha casa, eu não vou pagar porque não tenho água?, acrescenta Verônica Barbosa, demonstrando muita insatisfação com o caso. Ela reclama estar convalescendo de uma cirurgia de vesícula e, portanto, não pode carregar baldes d?água para abastecer a casa. ?Está tudo sujo em casa porque eu não posso pegar, nem ela chega em minha casa?, relata, em meio ao choro pela situação. O morador Joelson Messias Tavares conta que já ameaçou se reunir aos vizinhos para arrancar os contadores instalados pela companhia. ?Em outros bairros, o problema não chega nem perto do que está aqui. Nós somos piores do que eles??, questiona. Para contornar o problema, os moradores da travessa José Cavalcante e da rua Boa Esperança dizem que tiveram de recorrer a uma vizinha que mora em um trecho onde o fornecimento é regular. Ela cedeu uma mangueira e ?vende? o líquido a R$ 5,00 a medida correspondente a um tanque caseiro de lavar roupas e R$ 7,00 volumes maiores. Curiosamente, os moradores fazem questão de isentar a vizinha de qualquer suposta exploração pelo comércio da água. ?Se não fosse por ela, a gente não ia ter nem isso; eu pago de bom gosto?, diz Roseane Marcolino.

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