Cidades
BOMBEIROS ALERTAM BANHISTAS PARA CUIDADOS COM CARAVELAS NAS PRAIAS
Caso sofra queimadura, orientação é procurar guarda-vidas e evitar coçar pele para não espalhar veneno
Com as mudanças de ventos e de correntes marítimas no litoral nordestino, é comum ver caravelas-portuguesas (Physalia Physalis) no mar e na faixa de areia de algumas praias. Na Praia de Pajuçara, em Maceió, no último fim de semana, banhistas relataram queimaduras provocadas por esse animal marinho.
Glaucia Tavares, de 31 anos, conta que a filha, de 10 anos, estava tomando banho de mar quando sofreu uma queimadura na perna.
“Ela só chorava e dizia que estava doendo muito. Imediatamente corremos para identificar o que ela tinha. Ao chegar na faixa de areia, fomos orientados a buscar ajuda na base do Corpo de Bombeiros, onde os militares passaram vinagre e observaram”, disse Glaucia, acrescentando que, ao chegar na base dos bombeiros, encontrou outras duas crianças com queimaduras.
O Corpo de Bombeiros explica que, em consequência do aquecimento das águas do oceano, as correntes marítimas sofrem também alteração em seu deslocamento. As correntes oceânicas são extremamente importantes para o globo terrestre no que tange à troca térmica.
Como as caravelas portuguesas utilizam estas correntes, as águas no litoral ficam com temperatura mais alta, acarretando a ocorrência desse tipo de caravelas. “As caravelas aparecem no litoral do Nordeste geralmente quando tem muita chuva ou no inverno ou também em ocorrências de chuva. Isso se deve ao vento nordeste ou vento leste. Como elas são influenciadas pelos ventos e pelas marés, os ventos sopram nessa direção e, por isso, elas aparecem no Litoral”, explica o sargento do Corpo de Bombeiros Tarsis Calheiros.
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INCIDÊNCIA
As praias de Pajuçara, Ipioca e Francês registram maior incidência de casos. O sargento conta que é necessário tomar alguns cuidados. “As caravelas, quando tocam na pele, liberam toxinas que possuem, que é veneno. A reação das pessoas é coçar o local, jogar água doce, mas a gente orienta a nunca passar a mão ou coçar porque só vai estar espalhando o veneno que já está na pele. Não pode passar nada além de vinagre ou a própria água do mar”, orienta. Társis diz, ainda, que a pessoa deve procurar os guarda-vidas ou caso não encontre, é necessário molhar a região com vinagre por cerca de 20 minutos.
“Em casos graves, há pessoas que têm alergia a essas toxinas e, por isso, orientamos que busquem ajuda dos bombeiros porque vamos colocar o vinagre e observar a pessoa. Em caso de reação mais grave, encaminhamos para o hospital, onde será feito o uso de medicamentos específicos, como antialérgico e outras drogas”, explica.
O sargento acrescenta que, dependendo do grau de alergia, as toxinas da caravela podem levar à morte.